O Lado Di Ká 2 (A Descendencia)

 

DJ DITINHO LANÇA DVD E TEM NOVO PROJETO


Depois de realizar um de seus grandes sonhos, que foi a publicação de um livro autobiográfico – “O Lado Di Ká – Uma História Real”, Benedito Aparecido de Oliveira, o DJ Ditinho, profissional que anima a noite de Pedreira e região, desde 1977, parte, agora, para o lançamento do DVD intitulado “O Lado Di Ká 2”. Nele, DJ Ditinho busca, como complemento de seu livro, mostrar, através de uma dinâmica de imagens que se alternam na tela, o que contou através de palavras. Há, inicialmente, fotos, em preto e branco, das primeiras formações de pequenos times de futebol e de bandas de Pedreira (personagens com trompetes e outros instrumentos de sopros), seguidas das formações mais modernas dos grupos de música pop e de rock’n roll, o que DJ Ditinho chama de tempos dos “anos dourados”, “anos rebeldes” e “da música nacional e internacional dos 80s”. Há, ainda, no DVD imagens de festas animadas por DJ Ditinho, como no Clube Santa Sofia, no Clube Corinthians, no Clube Nadir Figueiredo, no Clube do ADC Santana onde Ditinho trabalhou por muito tempo -, e Shows das FIPs (Feira Industrial de Pedreira). O DJ busca sempre destacar, nas fotos, nomes de amigos e de pessoas que fizeram parte de sua vida e formação profissional. Também imagens do Carnaval de Pedreira, dos anos 80, são apresentadas. As imagens de grupos musicais, shows e personagens que DJ Ditinho apresenta em seu DVD - os quais foram apresentados inicialmente em seu livro - são acompanhadas de um fundo musical que constitui seu background em termos de formação musical, com canções que vão dos anos 60 aos anos 90. O DVD “O Lado Di Ká 2” pode ser adquirido em livrarias, bancas de jornais, pelo telefone (19) 9129-5769 ou, ainda, pelo e-mail: ditinhos@bol.com.br . O artista que continua animando a noite do eixo Jaguariúna-Pedreira-Amparo tem como próximo projeto o lançamento de um segundo livro que visa contar a história de sua família e sua própria história.

Um segundo livro à vista

A ideia de um segundo livro, cujo título já está definido como “DJ Ditinho Original – O Lado Di Ká 2”, conforme relata Ditinho, surgiu da experiência emocional provocada por uma visita sua a uma exposição sobre a Revolução Constitucionalista de 1932, em Amparo, durante o Festival de Inverno de 2001, quando, como técnico de som, Ditinho, veio trabalhar. Ao percorrer as fotos colocadas na exposição, não observou uma foto sequer em que seus familiares aparecessem ou menção ao nome deles em algum dos documentos expostos. Segundo DJ Ditinho, essa ausência lhe causou uma grande tristeza, uma vez que seus tios-bisavós e tios-avós serviram o exército durante esse período, deixando mulheres e filhos pequenos sem assistência, chegando esses soldados à situação de extrema penúria nos hospitais. Um tio-bisavô chegou ao estado de insanidade mental “quase total”, como coloca o DJ, e um tio-avô foi dado como morto, reaparecendo, posteriormente, entretanto, também em estado insalubre e com a memória cheia de cicatrizes por ver seus amigos morrerem nas trincheiras. Os familiares de DJ Ditinho relatam que, no quintal de sua casa, havia militares procurando, prendendo e matando os resistentes da revolução paulista. Sua bisavó, conforme aponta o artista e escritor, também nunca mais foi a mesma, tornado-se triste, desesperançosa e com problemas psicológicos. DJ Ditinho, então, considera que parte de sua família, assim como muitas outras do Estado de São Paulo, foi esfacelada pela guerra e nunca reconhecida por tudo que ofereceu para defender a derrubada do Governo Provisório de Getúlio Vargas e a promulgação de uma Constituição para nosso País. Com essa perspectiva, então, DJ Ditinho tem se organizado no projeto do seu novo livro, visando percorrer a história do país desde 1932 até a atualidade, dando a essa narração uma forma diferenciada de se contar história: DJ Ditinho buscará aliar a essa trajetória histórica um levantamento das criações musicais que acompanharam o desenrolar dos anos tratados no livro. Acrescenta que, além de contar a história por várias perspectivas – a da sua família, a sua própria, a das produções musicais ao longo do tempo -, quer mostrar aos jovens que mesmo diante de adversidades, como aconteceu com a família dele e depois diante das dificuldades de sua própria vida, relatadas em seu primeiro livro (DJ Ditinho teve, por exemplo, que começar a trabalhar aos nove anos de idade, vendendo doces para ajudar a família e lutar muito até chegar ao posto em que chegou), sempre é preciso batalhar muito para alcançar seus objetivos e não desistir diante do primeiro obstáculo que lhes surgir à frente. E assuntos relacionados no segundo, livro tem a ver com a situação atual que vivemos hoje, mesmo sendo um “Flash Back” da História Real do Dj Ditinho, da nossa região e também do Brasil.

 



Escrito por Ditinho às 17h06
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O Pagamento

Eu sempre vou com um parente já idoso receber sua aposentadoria todo mês na cidade de Pedreira. Essa pessoa em seus anos de vida já trabalhou em muitos lugares difíceis , inclusive no tempo da Ditadura Militar , lado a lado com o hoje presidente do Brasil “Lula da Silva” , mas isso é outra história que contarei brevemente. Hoje vou falar desse dia que fui com ele até o caixa de um banco da cidade receber o pagamento . Quando chegamos na fila preferencial dos idosos ,tinha um rapaz sendo atendido , ele esperou uns dois minutos mais ou menos e já queria de qualquer jeito que o caixa  o atendesse . O funcionário muito gentil dizia:- Assim que terminar com essa pessoa eu atendo o senhor , mas não posso parar no meio. Ele não se conformava , dizia :- Não é possível , eu  tenho 83 anos e preciso  esperar na fila , é demais !!! No outro caixa que não é preferencial , tinha uma fila de mais ou menos 80 pessoas , e assim que terminou de atender uma pessoa , como o funcionário estava escutando a conversa , chamou – o então , pediu para as pessoas esperarem que seria rápido . Ninguém que estava na fila disse nada ,ficaram só observando. O caixa disse o valor do benefício e ele perguntava : - Posso levar tudo ? O rapaz : - Pode levar quanto o senhor quiser ! Mas ele ficava indeciso :- Deixe-me pensar , acho que deixarei uns trocados aí.  Disse então o caixa :- Tudo bem , assina aqui então. Ele perguntou : - Abreviado ou por extenso ? E o funcionário :- Do jeito que o senhor achar melhor . Ele retrucava : Sabe o que é, se eu abreviar podem pensar que...  O caixa interrompeu : - Aqui está o pagamento , assina como quiser ! Já que o pessoal da fila estavam ficando impacientes . Ele pegou então o dinheiro e disse: Agora vou conferir ! E o caixa  em tom um pouco mais seco :- Tudo bem ! Mas confere aí do lado , que tem mais gente esperando ! Eu estava do outro lado escutando tudo , ele pega o maço de dinheiro enfia nos bolsos sem conferir , chega perto de mim , me dá uma piscada de olho e diz :- Esse é o tratamento que eles dão para o idoso no Brasil ,  e vai se fazer o que ?

  O Prejuízo Consciente

No tempo que estudava Eletrônica , trabalhava fazendo estágio em várias oficinas especializadas do ramo .Uma dessas oficinas era de um amigo meu técnico formado e muito respeitado em nosso meio .Um dia estava me explicando como trabalhava na manutenção de um tape de carro , muito famoso na época da marca Sharp .Ele trocou as peças que estavam danificadas e montava o aparelho na minha frente dando dicas de como fazer o serviço. Quando terminava de fechar o tape , ao ligar a fita cassete virava “mole”, então ele abria de novo o tape  , e ia me explicando que nesse serviço tem que ter muita calma  e paciência . Então testava tudo de novo e certificava – se que estava tudo bem e colocava novamente os 25 parafusos no aparelho . Mas na hora de testar fechado a fita virava mole de novo. Ele me olha da uma risadinha e diz :- Isso é normal nessa profissão , você não pode perder a calma , tem que ficar frio e se for preciso abrir e fechar de novo até o aparelho ficar ok , e já abria de novo o rádio . Na quarta ou quinta vez que isso aconteceu ,como nossa banca de conserto ficava em frente uma parede. Ele atirou o tape com tanta força contra essa parede , que espalharam – se peças pra todo lado . Antes de se acalmar entra na oficina justamente o dono do tape perguntando se estava pronto . Eu então dei sinal pra ele ficar calmo e falar com o fregues, ele deu uma ajeitada no cabelo passou a mão pelo rosto e dirigiu – se ao cliente :- Você não quer vender seu tape ? Puxa vida rapaz , gostei tanto dele. O moço dizia que não queria vender porque era de estimação e custava caro. Meu amigo insistiu então dizendo que valor não era problema , que poderia pedir quanto quisesse . O rapaz então pediu um preço 3 ou 4 vezes maior que o valor do aparelho , meu amigo prontamente lhe entregou o dinheiro. Assim que o freguês saiu , ele pegou ama marretinha que estava na oficina ,e “moeu” o aparelho em mil pedaços . E mais aliviado disse :- É por isso que  precisa manter a calma, senão você nunca vai consertar nada !!!!

E agora? Eu também era da Vila !

No ano de 1972 eu trabalhava na Cerâmica Santana e morava na Vila São José, nesse tempo jogava bola no Paulistinha e também no Estrelinha , os dois times da época na “Praia” . Meu primo “Buião” por sua vez era o técnico do recém – formado time da Vila Monte Alegre , me convidou então pra jogar lá. O pessoal da Vila era muito radical nesse tempo , e não gostavam que ninguém de fora jogasse no time deles , mas como o “Buião” dizia que eu era “bão” me aceitaram com ressalvas no quadro da COHAB . No primeiro jogo sob os olhares desconfiados dos companheiros de equipe , joguei tão mal que diziam que o culpado pela goleada que sofremos teria sido eu , e alguns ainda diziam :- Além de não morar na Vila , ele é muito ruim ! . Como eu tinha muitos amigos na “Popular” , me afastei um pouco do pessoal por causa do mal – estar que acabei causando entre meu primo e seus colaboradores. Mas no ano de 1973  meu pai fez acordo na “Santana” e comprou uma casinha na Vila , e mudamos pra lá , então  agora eu também era da Vila .No domingo o jogo era na Fazenda  Capim Fino , contra um poderoso time da cidade , claro que joguei , mas esse feliz episódio é outro capítulo da história . O importante é que agora eu era da Vila de corpo e alma.

 

 

 

 



Escrito por Ditinho às 17h55
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A Jaqueta Valiosa

Quando morávamos na Vila São José tínhamos,como sempre digo ,grandes amigos que conviviam conosco quase que diariamente . O "Zé" era um deles , ele praticamente era como irmão , já que havíamos crescidos juntos ali na rua  Adriano Corsi , ele era um artista ,colecionador de grandes obras tanto musicais como literária . Nossos amigos sempre apareciam  em sua casa pra ler suas revistas, gibis e livros que ele possuía ,pra  ouvir as coleções musicais em disco vinil , mas também pra admirar seus trabalhos como desenhista  nato que era . Meu irmão João Carlos , também gostava dos desenhos que o “Zé” fazia , e encomendou com ele então um desenho nas costas de uma “Jaqueta” que  muito gostava . Ele prontamente atendeu  o pedido ,e fez um magnífico desenho na tal jaqueta ,  que ficou simplesmente sensacional . Desse dia em diante toda festa e balada que o João Carlos ia , trajava sua jaqueta personalizada , muita gente admirava o desenho ,e queria comprar , mas ele não vendia de jeito nenhum. Mas um dia o “Zé” se foi desse mundo , muito novo ainda , e aí então a jaqueta virou um símbolo que todo mundo  queria comprar e meu irmão por sua vez dizia que ela não tinha preço , podia vender tudo que ele tinha mas, aquela que além de gostar muito era a lembrança que tinha do saudoso amigo. Uma noite em casa já na Vila Monte Alegre ,ele procurava desesperado a jaqueta pra sair com os amigos  , mas não encontrava ,perguntou então a minha mãe : - Cadê minha jaqueta ? Ela respondeu : - Qual ? Aquela descorada ? Ela estava muito velha , e passou na rua umas mulheres pedindo esmola , eu coloquei-a no meio das roupas. O João Carlos quase teve um ataque : Meu Deus ! Não  estou acreditando , a senhora deu embora a jaqueta que eu mais gostava ! Ela então completou : Eu fiquei com dó porque estava frio, e como aquela blusa estava um pouco velha , eu pensei então : Depois ele compra outra. Mas mãe a blusa compra-se outra e o desenho , quem vai fazer de novo ? A partir desse dia toda pessoa que ele via pedindo esmola na rua perguntava se não tinham visto alguém com uma blusa com um desenho estranho nas costas. As pessoas achavam que ele estava brincando , mas na verdade ele procurava encontrar de alguma forma sua “Valiosa Jaqueta"

O Dia da Padroeira

Por esse caminhar da minha existência sempre tive também alguns avisos espirituais , e quase sempre muita gente não percebia tais avisos. No começo dos anos 90 em uma Festa da Padroeira num bairro muito famoso da cidade , foi acertado com um amigo meu pra fazer a sonorização das festividades , que seria um show com artistas da região ,na sexta ,sábado e domingo. No sábado depois do almoço por volta das 2 horas da tarde ele chega em minha casa desesperado , dizendo que teria tentado fazer o som pra festa na Sexta – feira e não tinha conseguido . Além dos organizadores estarem culpando ele pelo acontecido , diziam que ele havia prejudicado a festa ,e como era uma promessa ,esse som tinha que ser feito a qualquer custo. Cheguei então no local pra ligar os aparelhos mas estava difícil ,todo mundo ficava ironizando ,dizendo que não era pra fazer som nenhum já que na noite passada teriam passado vergonha perante os presentes na festa , e não queriam que repetisse tudo de novo.Meu amigo por outro lado dizia que agora ele tinha um técnico e o mal entendido seria resolvido. Mas estava duro de convencer o pessoal , então  resolvi que esse evento realmente teria que acontecer de qualquer forma . Mas eu percebia que o descontentamento era geral. Sabe quando você está num lugar que todo mundo está contra  você? Eu estava nesse lugar! Pra resumir ,chegou à noite , vieram os artistas convidados o som foi ótimo .o show melhor ainda . E no local da festa que acho foi uma das primeiras no bairro ,um grande público aplaudiu e consumiu tanto , que os organizadores pediram pra deixarmos o som ligado para o domingo que seria o dia da Padroeira . Mas aí a conversa era outra ,meu amigo dizia que levaria tudo embora ,por quê não estava cobrando nada , e também estava muito ofendido pelo tratamento dispensado a nós durante a festa. Disse então pra ele :- E a promessa ? Dizia que já tinha sido cumprida ,pois havia feito o som de graça . Fiquei muito triste porque ele era e é uma boa pessoa ,talvez na hora de nervos a flor da pele ,teria agido dessa forma. Ajudei a desmontar os equipamentos e a carregar o caminhão durante a madrugada . Neste sábado que o céu estava límpido ,mesmo sendo primavera no Brasil , não acreditei que choveria , mas choveu. Assim que terminamos de carregar o caminhão , mais ou menos umas 3 horas da madrugada,começou uma chuva tão forte , com raios e trovões , que achei que era chuvas de verão . Mas não era , essa chuva começou e não parou mais durante o dia todo , só parando na segunda – feira . Não teve show ,não teve festa , não teve nada , e como nesse tempo ainda não existia igreja ,os fiéis rezaram dentro de uma casa ou capela que havia na época no local , debaixo de muita chuva .Hoje talvez essa festa seja uma das maiores da região , mas nesse dia aconteceu esse fato verídico e um dos protagonistas que estava lá ,era eu. 

 

 



Escrito por Ditinho às 13h56
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O  “Calipá” de Arcadas

No começo dos anos 80 eu precisei trabalhar com meu irmão Luisão que na época transportava lenha de eucalipto em um caminhão .Como não estava acostumado com serviço pesado , todo dia de manhã ele e o patrão que ia junto diziam em tom de gozação que eu não agüentaria o “trampo” . Mas como era teimoso carregava aquelas madeiras pesadas o dia todo sem reclamar . Toda tardinha quando terminávamos de descarregar o caminhão eles sempre diziam: - Ainda bem que esse lugar é plano ! Vamos ver quando for ribanceiras. Cada dia íamos numa fazenda diferente , nesse dia meu irmão ficou doente e não pode ir . Então fomos  eu e o dono do caminhão , ele então dizia que eu “lavaria o milho” porque o lugar era um barranco só . Realmente esse dia foi duro , ele ficava em cima do caminhão ajeitando a carga , e eu subia o barranco com um pesado tronco de eucalipto nas costas.Foi assim o dia todo, e ao terminarmos de descarregar o caminhão na firma ele me disse : - Ainda bem que não está chovendo , porque se tivesse você não agüentaria ! No dia seguinte meu irmão também não pode ir , mas aí estava chovendo , disse ele então :- Hoje “a cobra vai fumar” , na fazenda que nós vamos é um barranco só , e com essa chuva vai virar um sabão . Quem conhece a Fazenda Iracema , sabe como é o “calipá”, é uma ladeira quase vertical. E de novo eu subia as encostas com o “calipe” nas costas , como  se tivesse usando “patins”  , ele ficava em cima do caminhão ajeitando a carga , e ficava esperando eu dizer que não agüentava mais. Mas carregamos o caminhão inteirinho . Nessa tarde quando terminamos de descarregar lá no Bairro de Guedes em Jaguariúna ,eu estava sujo que nem um porco , barro até os fios de cabelo e exausto como nunca . Então ele me olha com um ar de piedade e diz :- Você teve sorte que foi na “Iracema” , se fosse no “Calipá “ de Arcadas , você tava ferrado!

Um Gol Legal 

Durante os anos 70 muitos times de futebol se formaram na Vila Monte Alegre. Teve época por exemplo que existia o time principal , o segundão , o Brasinha , o Pingão  , o Revima e além desses ainda  fazíamos outros times dentro da própria Vila que dava páreo pra qualquer time. E foi num desses combinados que formamos pra enfrentar o “segundão” da Vila no campo do Triunfo que aconteceu o fato. Nosso combinado jogava só com jogadores da que moravam na própria Vila , mas o “segundão” era muito forte , e o jogo estava “pau a pau”. A torcida local torcia para o “combinado” , mas o jogo estava muito difícil. O juiz então arrumou um pênalti e : 1x 0 para o segundão , logo depois num lance de claro impedimento : 2x0 , e não contente com o placar em mais um lance ilegal o “segundão” da Vila já vencia o “combinado” por 3x0 ainda no primeiro tempo.Então na saída da bola atrasaram para nosso goleiro , que ao sair jogando com nosso lateral esquerdo “Márcio”(um jogador de muita raça que não gostava de perder pra ninguém” ) ele deu uma pancada de esquerda contra o nosso próprio gol , a bola entrou no ângulo , um golaço , só que “contra” , olhou então para o juiz e disse :- Isso é um gol legal ,está  bom agora ? Ou quer mais ?  O lance foi tão espontâneo que ninguém disse nada , e nem o juiz o expulsou de campo . O resultado desse jogo foi 7x3 para o “Segundão” da Vila Monte Alegre. Mas pra minha surpresa o juiz não errou mais até o fim do jogo ,e conseguiu terminar a partida inteiro. Mas confesso que fiquei com vontade de parabenizar o feito do meu amigo “Márcio” ,que apesar de ser um gol contra , foi um protesto contra uma injustiça que acontecia nesse sábado depois do almoço, de um dia qualquer da década de 70 no Campo do Triunfo na cidade de Pedreira.

A Caixa de Sorvetes

Quando terminei meus quatro anos primários no “Coronel” , meu pai me pediu pra  estudar à noite e ajudar nas despesas de casa durante o dia. . Como era muito novo , não conseguia arrumar serviço em lugar nenhum. Fui então até uma sorveteria que existia nesse tempo em Pedreira e me ofereci pra vender sorvetes nas ruas . Me deram uma caixa de isopor cheia de sorvetes e saí pela cidade. A concorrência era muito grande e no fim da tarde sobrara alguns sorvetes na caixa , o dono da sorveteria ficou muito bravo comigo , dizia que eu não tinha vontade  e que outros meninos vendiam tudo que levavam e eu teria que andar mais. No outro dia bem cedo peguei a caixa cheia e saí vendendo  meu produto , eu não sei o que acontecia , eu não vendia nenhum.    Já era então mais de 2 horas da tarde ,resolvi subir no Jardim Andrade . Debaixo de um sol de mais de 40 graus , cheguei lá em cima e avistei uns amigos  jogando bola num campinho que existia no local, ofereci os sorvetes , mas eles estavam sem dinheiro , não quiseram. Tive uma idéia então , já que estava muito longe de casa e da sorveteria , e não vendia os sorvetes , pensei : Vai derreter tudo ! Chamei a molecada e disse :- Quem quer sorvetes , pode pegar ninguém precisa pagar nada ! Mas me arruma um lugarzinho ai, eu quero jogar também ! Em poucos minutos  a caixa estava vazia e meus amigos elogiaram minha “grande idéia” , ficamos jogando até o fim da tarde . Desci depois até a sorveteria pra entregar a caixa vazia ao dono. Mas antes passei em casa peguei um dinheiro que vinha juntando pra comprar um par de sapatos , entreguei tudo pro dono da sorveteria , expliquei que estava faltando porque devido ao calor tinha chupado alguns mas poderia descontar no acerto final. Ele ficou contente , me elogiou muito também e disse que eu estava aprendendo a negociar muito bem ! Fiquei sabendo mais tarde que ele não entendeu porque eu nunca mais voltei lá. É que tive que arrumar outro serviço menos cansativo que “Uma Caixa de Sorvetes”

 

 



Escrito por Ditinho às 19h42
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Uma Geral na História

No ano de 1955 nós morávamos na rua Luís Pedro de Godoy  Moreira , rua da farmácia  na Vila Santo Antonio(Macedo) , quando nasci em 12 de maio do mesmo ano , no Hospital Ana Cintra em Amparo ,fui registrado em Pedreira como nascido em domicílio no mesmo local.Logo depois do meu nascimento mudamos pra rua Ana Francisca de Oliveira , ficamos algum tempo depois mudamos pra Vila São José (Praia) na rua José Theodoro Alvarenga perto do Balão da Cobra (nesse tempo não existia ainda) , voltamos pouco tempo depois pro Macedo dessa vez na av. Papa João XXIII em frente o campo do Brigadeiro , ficamos nessa casa até o final dos anos 50 , depois mudamos  pra rua Adriano Corsi , na Praia novamente, onde moramos até 1973. No ano de 1962 entrei estudar no Grupo escolar Coronel João Pedro,em 1963 fiz a primeira comunhão na Igreja Matriz Santana de Pedreira , junto com meus amigos e vizinhos da época o Pelézinho, o Nenê da Rosa , o Zé da Lena, e muitos outros colegas desse lado da Praia. Desde pequeno eu gostava de jogar bola e nadar no rio , os campos que a gente jogava ficava ao lado da ponte onde hoje se situa uma Oficina Mecânica , mais ao lado existia um Ingazeiro em frente onde hoje está o Almoxerifado Municipal , local onde na época ficava o Campo do Tato, pois ficava ao lado da casa da Dona Maria José , avó do Toninho (Tato) . Mais pra cima do lado do morro do Cristo tinha também o campo do Tancão que ficava  perto de um tanque ao lado da casa da Dona Hortênsia, avó do Pelézinho, do Sérgião e de seus irmãos , ali tínhamos nossa turminha de amigos e muitas outras famílias que viveram em volta de nossa adolescência e parte de nossa juventude , lado a lado diariamente durante muitos anos na Vila São José (Prainha).Nos anos que seguiram estudei no Coronel mais tarde também no Arnaldo Rossi ,assim que completei meus quatro anos primários precisei trabalhar de dia e estudar a noite, fui vender doces , saía com uma cesta cheia de sonhos e oferecia nas casas  , depois disso vendi também sorvetes na rua e nos campos de futebol da cidade.Aos onze anos entrei trabalhar na Sapataria do Danilo ,pouco tempo depois trabalhei como garçom num restaurante que existia na mesma rua. De doze pra treze anos arrumei serviço na Porcelana Santa Rosa onde trabalhei alguns anos e fiz boas amizades com o pessoal da firma, aos quinze anos entrei na Cerâmica Santana , foi nesse tempo que começamos a formar nossos times de futebol , primeiro com os amigos da Santa Rosa montamos o time da fábrica só de molecada , eu e meu amigo Terrão , o técnico era o João Mian.Depois pelas amizades que a gente tinha no Estrelinha , fizemos o juvenil onde nosso técnico era o Nadir Moro,mais tarde joguei também no time principal do Estrelinha , e também no time do Bar do Cláudio , o Paulistinha,como disse em outro capítulo , nesse tempo a Praia era dividida em dois lados futebolisticamente falando o lado de lá da ponte e o lado de cá ,mas eu e mais alguns amigos que moravam do lado de cá como o caso do Pelézinho , do Garcindo , do Aurélio , que jogavam tanto no time do Estrelinha , como no Praiano ou Paulistinha, quando acontecia o derby aí tinha que decidir em que lado ficava, mas no final era tudo como uma família de irmãos que se respeitavam mutuamente. No mês de março já existia a Festa de São José com Parque de Diversões e tudo mais ,eu sempre estava lá e gostava de escutar as músicas que eles tocavam,Odair José , Fernando Mendes e muitos outros sucessos da época que  curtíamos de montão. Durante o dia depois de jogar futebol nos campinhos da região ,pulávamos no rio Jaguari ,as vezes íamos na ilha pegar umas frutas que tinha lá,outras vezes atravessava o rio e ia pegar mangas do lado de lá. Divertimento a noite era a Praça da Matriz , o Cine Alvorada , a Fonte Luminosa, o bar Caçula,na praia  o Bar do Cláudio de vez em quando ia com amigos nadar no areião do Clube Náutico , mas com não era sócio não podia ficar lá , então voltava e ia nadar nas pedras da ilha. Onde hoje se situa  a Vila São Pelegrino , era o Mangueiral e sempre a gente ia buscar algumas mangas sempre que podia. No ano de 1973 meu pai comprou uma casinha na Vila Monte Alegre então mudamos pra lá.

A Vila Monte Alegre

Nessa época em Pedreira já não existia mais trem , mas ficou a Estação e a linha , quando mudamos na Vila ia jogar bola com os amigos num campinho perto da linha que estava então desativada ,e que ficava onde hoje está  localizado os predinhos do Vale Verde,nos finais de semana eu passava filmes no cinema , durante a semana trabalhava  na Cerâmica Santana.Nosso point na Vila era o Bar do Zelão e o escritório da Vila que depois acabou virando Centro Comunitário . A COHAB Bandeirante passou a promover nesse tempo os famosos encontros de jovens ,e a Vila formava seu Grupo de Jovens e participava em diversas cidades da região dos encontros , gincanas e muitos festivais com a música do nosso compositor :Toninho da Vila , e sempre chegávamos entre os primeiros , inclusive o Hino Oficial da COHAB Bandeirante é de autoria do Toninho da Vila.Quanto ao futebol dos times da Vila está escrito em outros capítulos dessa edição.Com a ascendência das discotecas nos anos 1977 e 1978 , o Centro Comunitário promovia suas boatinhas , nosso amigo Nenê Jardim e sua equipe faziam a juventude da Vila agitarem Os Embalos de Sábado a Noite, durante alguns anos no Clube da Vila Monte Alegre,e todo sábado a casa ficava cheia e a alegria era geral.Nesse tempo em Pedreira tinha algumas opções de lazer, Boatinha na Vila, Discoteque no Nadir Figueiredo, Baile em Duas Pontes , Clube do Sindicato e no centro da cidade funcionava o Corintinha e o Vermelhinho (Santa Sofia),quer dizer divertimento pra todo tipo de gosto,e eu claro fazia uma geral pra cidade toda , tinha sábado que estava em 4ou 5 lugares na mesma noite,mas sempre na boa curtindo com os amigos da época os velhos e sempre bons anos 70 na cidade de Pedreira..No mês de julho enquanto em frente a Matriz festejavam a Festa de Santana ,lá em cima perto do Estádio Municipal os industriais da cidade mostravam para o Brasil a nossa Feira Industrial de Pedreira ,os visitantes vinham de quase todo lugar do país pra ver e comprar nossos produtos que eram muito bem distribuídos  e organizados em Stands personalizados e aliás muito bem decorados, pra delírio de quem visitava a Feira.Mas o ponto alto da FIP  eram os shows que eram realizados com muitos artistas de ponta no cenário nacional.Mas o que a gente curtia de montão era os shows com os artistas locais,que sempre se apresentavam durante quase todo dia de feira.pra quem gostava de rock existia na época bons grupos na cidade que davam verdadeiro show,com platéias tão grande quanto aquelas dos artistas que vinham de fora .Tinha também o show de calouros que o radialista Fanelli apresentava com os artistas de sempre,quem não se lembra do Pedrão e sua “Metralhadora Perigosa” do Magal com sua Sandra Rosa Madalena ,e muitos outros que faziam a galera presente vibrar e se divertirem muito,tudo na boa sem maldade nenhuma.Tudo isso para um público tão exigente que quase linchou um dos maiores nomes do Brasil na época (Nahim)porque disse alguma coisa que a galera não gostou. Mas o importante é que essa cidade é nossa verdadeira casa desde nosso nascimento,e por isso tentamos deixar pras gerações futuras nosso legado de compreensão e união que nossa gente sempre teve.

A Chegada dos anos 80

Na virada dos anos 70 e 80 nosso país estava tentando mostrar para o mundo que o povo era livre e já tínhamos conseguido boas vitórias em termos de democracia, na música por exemplo já se podia ouvir as rádios tocarem : Rita Lee , Raul Seixas , Caetano Veloso , Gilberto Gil etc...com mais liberdade do que tinham no começo da década. Em Pedreira também começava algumas mudanças, no ano de 1981 já tinha se instalado na cidade  uma rádio Am ,com uma programação muito boa pra cidade e região também,e já que no futebol os times da  Vila Monte Alegre e Santana tinham sido os campeões da Copa Arizona em suas chaves ,com o campeonato da cidade indo muito bem obrigado depois da inauguração do Estádio Municipal e do Florindão no ano de 1976. Então formamos a Equipe Dici Som que fazia funcionar  o clube do Grêmio Esportivo Santana dando continuidade nas brincadeiras dançantes que já acontecia no Centro Comunitário da Vila Monte Alegre. O clube funcionava as sextas e domingos sempre com casa cheia , nesses anos de discoteca o Clube do Nadir Figueiredo também mantinha todo sábado a boatinha a todo vapor sempre lotado. No centro da cidade era o Corintinha um dos clubes mais freqüentados da região ,também tinha o Santa Sofia sempre muito freqüentado por quase toda sociedade de Pedreira  da época. No centro tinha também o Sorvetão 80 uma sorveteria muito requisitada na época , onde em 1984 foi inaugurado a Danceteria Sol , não menos famosa que os outros points da cidade. A Lanchonete do Zé Mineiro que ficava entre uma Padaria que existia no local e o Clube do Corinthians de Pedreira (Corintinha) ,do outro lado do jardim ficava o Eskinão e a Lanchonete Jardim. Subindo a  rua Antonio Pedro na esquina era o Bar do Maércio , depois Bar do Savani ,mais pra cima na mesma rua o Bar do Geninho em frente onde antigamente era o Bar do Hélio ,depois Bar do Veio , na rua Quinze de Novembro o Restaurante do Lavínio mais abaixo na esquina da Matriz a Lanchonete Rosa de Ouro descendo ao lado da Farmácia Santana o Bar do Paulela ,essa era a visão que eu tinha do centro da cidade  na década de 70/80 em Pedreira.

 

 



Escrito por Ditinho às 13h43
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A Geração 80

 No ano de 1981 fundamos a discoteque do Santaninha em Pedreira , começamos por fazer em sexta - feira algumas noites especiais ,como A Noite dos Reis , A Noite do Rock  etc...(algumas com detalhes em outro capítulo) , e depois  toda semana a gente fazia as baladas ,sexta e domingo e no domingo ainda tinha o matineé que começava as duas horas da tarde terminava as 6 , e lá pelas 8 da noite rolava de novo sempre com muita gente , na sexta por exemplo quem chegasse depois das 9 , ficava difícil entrar pela grande quantidade de pessoas que freqüentava o local , e lá dentro rolando o melhor dos anos 80 nacional e internacional da época . O clube do ADC Santana funcionou com as baladas disco , de 1981 até 1985 , o Clube ficava e fica até hoje bem no meio do morro da Vila Monte Alegre. Em 1985 a Equipe Dici Som desceu pro centro da cidade e precisamente em 23 de março desse mesmo ano ,reinauguramos o Corintinha que estava parado desde o final de 1983 .Com uma super decoração uma super seleção e músicas da época e um ótimo público animamos os sábados da juventude pedreirense até o ano de1989 ,quando transformaram o Sport Club Corinthians de Pedreira em “By Nigth” ,e posteriormente em Câmara Municipal ,mas valeu pelos 20 ou 30 anos que gerou alegria a todo povo de Pedreira.

 Os Carnavais dos Anos 80

Na década de 60 com a revolução da música que tinha começado com Elvis Presley e se consolidado com os Beatles , no Brasil acontecia o fenômeno da Jovem Guarda , e Pedreira não ficava atrás , aos domingos a tarde promovia - se o Programa de Calouros  no Clube do Corinthians , apresentado pelo  Juarez  Marchesini e o Paulo Grillo . A juventude se deliciava com nosso artistas da época : Antonio Enio , Vanuil , José Luis , Amauri , Simonal ,os grupos Bira Boys ,The Wrong , Os Apaches e uma infinidade de jovens locais que se aventuravam em subir ao palco do Corintinha e cantar pra uma platéia super  agitada, inclusive eu me arrisquei cantando muitas vezes , mas valia pela alegria contagiante que todos desfrutavam nessas tardes dos anos 60 em Pedreira.Os carnavais eram bem animados o pessoal saía na Escola de Samba e encenavam verdadeiras peças de teatro em plena avenida com muitos artistas locais, eu assisti muito desses desfiles em Pedreira , apesar da pouca idade na época me lembro muito bem . Os clubes nas noites de carnaval eram muito bem animados e sempre foram bem freqüentados , o Corinthians era uma festa , O Santa Sofia fazia no Vermelhinho e depois no Vermelhão ,um dos melhores carnavais de toda região do Circuito das Águas. Mas durante os anos 70 o carnaval de rua de Pedreira deu uma decaída , teve ano por exemplo que nem saiu Escola , mas nosso pessoal da Vila Monte Alegre descia o morro com um bloco bem animado e também mais tarde com uma Escola com bateria e tudo , juntamente com o Gremio Santana ,desfilamos nos anos 70 em  plena  Antonio Pedro   com nossa Escola de Samba , quem não se lembra do “Azulão 78” . No final da década começou  a se criar outras Escolas ,algumas já existiam , mas não desfilavam , outras arrumaram recursos e começaram então os famosos desfiles dos Anos 80 em Pedreira. Escolas como :Passado e Presente , Corogogó , Kafubás , Pingov , Gemi e mais alguns blocos faziam um dos melhores carnavais de rua da região do Circuito das Águas , e também o mais respeitado por toda região da Grande Campinas , já no final dos anos 80 foi se enfraquecendo até se acabar totalmente nos anos 90.

Os Anos 90

No final dos anos 80 mais precisamente no ano de 1989, o Corintinha foi desativado e apesar de terem outros locais pra diversão e lazer em Pedreira ,uma parte da população teria ficado sem opção nos finais de semana,resolvemos então movimentar outras bases, já que a cidade crescia pro lado de cá,fizemos  no Triunfo em um barracão perto de onde está o Posto 24 Horas, o Salão Rosa de Ouro, os proprietários investiram alguma coisa e eu entrei com as idéias , que a principio deu certo , mesmo porque o local sempre estava muito bem freqüentado, mas por algumas divergências entre nós acabamos por sair de lá, pouco antes de ser vendido o local e transformado em outra casa comercial da época. Daí então iniciava-se na Av. Silvio Maya o Recanto da Saudade, como aos sábados funcionava como salão de forró, demos a idéia de fazer então nas sextas-feiras a discoteque,no começo foi meio devagar  mas depois já em plena década de 90,foi também um lugar de grande movimento na cidade e na região toda, quem tocava lá era meu amigo Zinhão, eu só dava assistência  e quando acontecia alguma coisa que ele não podia resolver, eu o ajudava.Então como já tinha trabalhado como  técnico de bandas nos anos 80 , comecei a fazer técnica dessas bandas nos anos 90 , e uma dessas bandas da época em que o sertanejo não andava tão em evidencia como hoje era a  banda do Vicente da Peixada do Lago , sua dupla era “Barão e Rancheiro”, e a gente fazia muitos shows em todo Circuito das Águas e em muitas cidades do interior de São Paulo. Nesse mesmo tempo eu trabalhava durante a semana na Eletrônica Jaguar em Jaguariúna , como técnico de rádio e tv ,na verdade eu já estava lá desde 1983 , atendendo também os amigos da cidade vizinha no que fosse possível em matéria de áudio e video . Em meados de 1992 e 93 meu amigo de infância e compadre José Mauricio o popular “Gete” me disse que seu filho cantava e precisava de um técnico , como ele havia comprado uma boa aparelhagem de som profissional , passamos a trabalhar juntos e fizemos grandes shows por toda região e também em outros estados ,estava formada então a equipe STAFF SOM , em qual trabalhamos muito tempo durante a década de 90 , mais tarde seu outro filho “Denis” também se formou em técnico de áudio ,aí então passou a operar sozinho seu equipamento bem avançado pra época , mas eu o ajudava sempre que se encontrava em dificuldades , seu irmão João por outro lado continuou sendo um ótimo cantor, fez alguns cursos e com sua bela voz gravou um disco em 1994 , por uma gravadora de São Paulo. Trabalhei algum tempo como técnico de manutenção na Rádio Cidade das Águas FM  de Amparo e no começo do ano 2000 ,com a moda do videoke  passei a trabalhar nessa modalidade, pouco tempo depois voltei trabalhar com bandas.

O Século 21

Em 2001 fui contratado pela  GFSOM  da Cidade de Amparo como técnico de áudio ,montagem e manutenção , fizemos nesse mesmo ano toda operação e montagem de som no I Festival de Inverno de Amparo neste juntamente com o George  Júnior , também técnico formado na época . Nesse mesmo ano e nos anos que seguiram fizemos a montagem e operação de aúdio nos palcos 1, 2 e 3 na Festa do Morango em Monte Alegre do Sul  , também alguns carnavais em cidades como : Serra Negra , Águas de Lindóia , Morungaba etc.. , também alguns rodeios em cidades como Bragança Paulista e Socorro ,e muitas festas com bandas e artistas de diversos lugares do Brasil  até o ano de 2007 . Depois disso com o recente advento novamente da moda 70/80 ,passamos a trabalhar como Dj de Época produzindo nossos próprios eventos.

A vida na infância e adolescência 

Nos anos 60 nossa cidade era dividida em duas partes : o centro e a periferia ,o centro compreendia , o Cine Alvorada , a Igreja Matriz , o Jardim Público , os clubes : Santa Sofia e Corinthians ,o Grupo Escolar Coronel João Pedro , a Escola Estadual Humberto Piva , o campo do Corinthians e o do Santa Sofia ,a Rodoviária , a rua Antônio Pedro e a rua Quinze de Novembro.  Lá pros lado do Cemitério , do Hospital ,que foi inaugurado em 1961 , o Nadir Figueiredo (Moranguim), Vila Caú , Vila Canesso , e lá pra cima ,o Jardim Andrade estava começando ,  mas eu tinha meus conhecidos por lá , o Triunfo era fazenda , depois da porteira , não era fácil entrar , mas meus avós já moravam por lá desde os  anos 40 , então eu conhecia o pessoal por lá também , Jardim Alzira , Santa Clara , era fazenda , meus primos moravam lá . Nos arredores do centro ficavam o Macedo , o Limoeiro e o Barbin tinham poucas casas  no Ricci  já tinha a Vera Cruz e algumas casas , a Vila Monte Alegre não existia ainda, por lá era só sítios particulares , e lá no meio da Vila São José ( Prainha ), Parque Bela Vista ; não tinha ainda , estavam nós, na rua Adriano Corsi ,perto da Santa Rosa.  Foi mais ou menos nessa época que eu entrei estudar no Grupo Escolar Coronel João Pedro de Godoy Moreira , quando estava em casa eu levava almoço para o pessoal das redondezas que trabalhavam na Vera Cruz , e quando vinha da escola ia nadar na piscina do  Parque Infantil , fiz a primeira comunhão na  Igreja Matriz Santana ,  assistia televisão no Bar do Hélio , jogava bola nos campinhos em volta de casa , onde hoje se situa  uma oficina mecânica , na avenida Joaquim Carlos e de vez em  quando no Clube da Prainha (Náutico) também ia nadar no areião. Mais tarde foi que entrei trabalhar , primeiro na Sapataria do Danilo , depois fui para um restaurante que tinha ali perto na mesma rua , logo depois arrumei serviço na Porcelana Santa Rosa , depois fui pra Cerâmica Santana ,no intervalo entre um serviço e outro , fui sorveteiro , doceiro (vendia sonhos na rua) ,  e vendia amendoim nos campos de futebol da cidade na época. No começo dos anos 70 mudamos pra Vila Monte Alegre, fiquei ali até 1985 , quando depois do meu casamento , voltei pra Vila Santo Antônio , onde estou até hoje.

  O Campo do Brigadeiro

Na década de 50 existia na cidade de Pedreira o Campo do Brigadeiro , esse campo ficava nas imediações onde hoje se encontra instalada a Escola  Silvio Maya , como morávamos na Papa João XXIII , quase toda vez que tinha jogo no campo meu pai me levava pra assistir , como era muito pequeno tenho vagas lembranças , mas meus tios e os amigos sempre ficavam discutindo as boas partidas que eram realizadas ali. Na rua Luís Pedro de Godoy Moreira (rua da farmácia) onde nasci , situava-se o “Jibimba” que era a sede do Brigadeiro onde tinha uma barzinho que o pessoal das imediações se encontravam e servia também para os jogadores do Brigadeiro se trocarem antes do jogo e já desciam para o campo uniformizados. Mas com o tempo o terreno que tinha sido doado pra fazer o campo acabou sendo negociado para ajudar no progresso da cidade , ficou então a promessa de construírem um novo campo para o Brigadeiro , como não achavam local o time acabou ficando sem lugar pra mandar seus jogos , e apesar de ser muito querido e com muitos admiradores  a sentença de um ex-time estava decretada. Mas quem teve o prazer de ver o time do Brigadeiro em ação sente saudades desses bons tempos da Vila Santo Antonio e do Campo do Brigadeiro.


             

 



Escrito por Ditinho às 13h37
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Vila São José (Prainha) O Dia Dia

Embaixo do Ingazeiro a gente ficava quase todo dia, mais tarde conversávamos em cima da ponte, jogávamos bola no campinho ao lado, depois todo mundo pulava no rio,aquilo era normal e salutar pra nós ; de vez em quando a gente ia buscar manga no Mangueiral Onde hoje está situada  a Vila São Pelegrino, brincar de bandido e mocinho,era no morro do Cristo, e pra jogar bola mais à vontade tinha o campo do Tancão , (nas imediações onde hoje se situa o Asilo) , e depois das partidas todo mundo nadava no tanque. Quando eu trabalhava na Santa Rosa ,  saía do serviço à tarde , ficava na ponte escutando música,o Amauri tinha uma sonata nova , e já havia comprado o disco  “As 14 Mais” ,então nosso pessoal ficava até tarde da noite  ouvindo aquela maravilha , e conversando, na verdade a gente nunca tinha visto aquele aparelho de perto ainda, só assistia tv na casa do vizinho ou no bar do Hélio , em casa só tinha o rádio. Fim de semana tinha que descer o rio , subia até a ponte do Ricci , pegava a bóia e descia o Jaguari até a ponte da ilha , voltava a pé , e começava tudo de novo.

O chute na bola , o prego no pé...

Toda tarde eu ficava esperando o trator da Santana, que levava cana lá na cocheira do Seo Benedito,a gente ia correndo atrás e puxava algumas canas ,que felicidade... No campinho ali perto ao lado da ponte ,fazíamos nossas peladas e depois todo mundo nadava no Rio Jaguari , embaixo da ponte ou do ingazeiro , ficávamos conversando e contando nossas histórias. Um dia eu estava jogando bola no campinho ,quando fui dar um chute senti uma dor terrível no pé, olhei  pra ver o que estava acontecendo, só vi a cabeça do prego entre meus dedos enfiado inteirinho,comecei num berreiro só , mas veio a  Dona Rosa mãe do Nenê , tirou o prego que era dos grandes , me levou na farmácia , tomei injeção , e melhorei , mas eu nunca mais esqueci da coragem dessa santa mulher nesse dia.

 O Programa de Calouros

No meu tempo de Prainha, o Nizião,o Torão e o Nene ficavam tocando violão quase toda noite e eu ia lá na casa da Dona Rosa.Uma noite eu comecei a cantar uma música e o Torão gostou,então ele me disse: Se você ensaiar bem dá para você cantar! Então respondi :_Vamos  ensaiar então , porque vou cantar no progama de Calouros Domingo. Ensaiamos a semana inteira,mas ele não estava acreditando que eu iria. No Domingo eu estava no palco do  Corinthians , CANTANDO!!!De um lado estava o Miltinho,do outro o Messias.A banda era o Zé Pelado, Bira,Ênio e  Chicão  e apresentando  Juarez e Paulo Grilo, na nossa frente a torcida gritando para nós!Então quem eu vejo na porta de entrada?O Torão olhando para mim,aí eu disse no microfone:   Não falei que eu viria? Ninguem entendeu nada.Mas nós perdemos para uma dupla que cantou  a música Era um Garoto,eu nunca mais esqueci.

Grupo Escolar Cel João Pedro de Godoy Moreira    

No ano de 1965 eu fiquei surpreso quando fui fazer  minha matrícula  do quarto ano  e  da minha irmã Izabel no primeiro, e não consegui vaga no Grupo Escolar Coronel João Pedro de Godoy Moreira , fomos mandados para o “Arnaldo Rossi” , nada contra , mas pra uma criança de nove anos e uma de sete que moravam  perto da Santa Rosa , ter que se deslocar até o Vascon  pra estudar , tendo uma escola perto da sua casa e que eu já estudava desde o primeiro ano , não dava pra entender. Mas no dia marcado fomos até o “Arnaldo Rossi” , minha irmã logo foi chamada , mas o meu nome não chamava.... chamou  todo mundo , eu não... ah não ! fui na diretoria expliquei que não me chamaram , procuraram meu nome e nada ,   disseram que eu não podia estar ali porque meu bairro era a Vila São José, voltei pra casa contei pra minha mãe o que tinha acontecido , então ela me levou até o “Coronel” e contou o fato , chamaram a Dona Daysi, diretora na época, mulher rígida , mas muito educada e correta , ela perguntou pra minha mãe se eu era problemático, se já tinha sido expulso da escola ,  ao que minha mãe disse que nunca havia recebido  nenhuma reclamação , então ela  pediu meu boletim que estava na escola pra uma funcionária, olhou ,olhou e disse : - Deve haver algum engano, pois esse menino já foi promovido em junho , e emendou: - Amanhã você começa de novo aqui , e pode trazer sua irmã também. Eu recebi o diploma primário nesse ano, com a “média” 95  em terceiro lugar .  Muito obrigado a Dona Yeda  primeiro ano, Dona Zulmar segundo ano , Seo Geraldo terceiro ano , Dona Coracy quarto ano, que me ajudaram a aprender a ler e escrever e a  enfrentar o mundo, e ao nosso Grupo Escolar Coronel João Pedro de Godoy Moreira , que através de sua Diretora na época , nos ajudou a resolver esse mal entendido.

Como eu queria ter feito aquele gol

No começo da década de 70 ,eu morava na rua Adriano Corsi _ Vila São José,nessa época a  “Prainha” era dividida em duas, futebolisticamente falando,o lado de lá da ponte , e o lado de cá , de um o ‘Paulistinha’ e de outro o ‘Estrelinha’. O meu sonho de criança era jogar no Estrelinha, mas como tinha muitos amigos do lado de lá  também no ‘Paulistinha’, mais tarde acabei jogando nos dois.Hoje vou contar minha estréia com a camisa bordô  do “Estrelinha”, foi no campo do Duas Pontes. lá no gol estava o “Toninho Bananeiro” , numa lateral jogava “Saquinho” na outra  “Lelé”, no meio da zaga  “Aurélio e Nadir Moro”  , na meia esquerda “Luís Paraná” , meia direita “Bastião Marineli”  , ponta direita “Rubinho Policarpo” esquerda  “Valter Marineli”, centroavante era o “Wilson Torão’, e “Eu”pela primeira vez, com pouco mais de 14 anos, joguei de volante.Pra quem conheceu e viu jogar esses caras ,vai entender do que estou falando, aí só tinha fera ! O time do “Duas Pontes” era um timaço,  Sucê , Roberto Carloti , Samuel, Toninho Savani e seus irmãos , Ivan ,Chiquinho, Crivelaro , Kussu , Ditinho Parizato e outros craques , praticamente não perdiam pra ninguém no seu campo, mas ... aos 42 minutos do segundo tempo , o jogo estava empatado 3x3 ,com 3 gols do “Bastião”, numa tabelinha de primeira o “Torão” me deixou na cara do gol, com um toque venci o goleiro, a bola já “tava” entrando... eu ia sair gritando... quando chega o “Bagija” excelente lateral esquerdo do time da casa , num carrinho desesperador , manda pra escanteio, não acreditei mas a bola não entrou!!!! E o jogo terminou empatado. Hoje passado mais de 30 anos, de vez em quando eu ainda penso

“COMO EU QUERIA TER FEITO AQUELE GOL”

  Kridião O Verdadeiro Mestre Praiano

Precisamente em 29 de setembro de 1970 comecei a trabalhar na Ceramica Santana.Como disse em outro capítulo nesse tempo eu morava na Vila São José na Rua Adriano Corsi, no lado de cá da Prainha, mas tinha grandes amigos do lado de lá , dentre eles o ” Kridião” muito  respeitado por todos, e amigo de todo mundo . Perto de sua casa onde reside até hoje, ele ensinava os  meninos da Vila São José , a praticar o bom futebol , existia nesse tempo nas imediações onde hoje se localiza a Igreja de São José , o campo do Barranco ; ali o Kridião  treinava a molecada que mais tarde vieram a se transformar em verdadeiros craques da nossa cidade , dentre eles estavam o Zé Olaria, Wadizão , Robertinho , Dicão , Gustão, Polaina,Carlão, Pilho,Wadizinho, e muitos outros  meninos que jogavam nos torneios que nos finais de semana ele promovia no campo do Barranco (o campo tinha esse nome porque ficava ao lado do barranco) eu joguei muitas vezes lá , mas o time que eles formavam era geralmente muito forte, no campo deles eram praticamente imbatíveis , se o time adversário não fosse bom levava goleada. Daí foi que surgiram times  como o Praiano , o Paulistinha(onde joguei também) e outros times que fizeram história na cidade de Pedreira, o Kridião ensinava os meninos tanto a praticar o futebol , como a respeitar os adversários e muitos agradecem ao mestre até  hoje,pelos bons conselhos que sempre dava a todos que estavam em sua volta, e pelo bom exemplo de vida que sempre dedicou a todos nós,inclusive a mim , é que me atrevo a agradecer esse seu trabalho voluntário em nome dos seus  amigos da cidade de Pedreira.

Muito Obrigado,   “Mestre”  Kridião !



                



Escrito por Ditinho às 13h37
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  Paulistinha  - O dia dos inhos

 Aos 17 anos de idade eu jogava no Paulistinha , nosso time era muito bom , apesar de ser formado quase só por meninos a gente enfrentava o que viesse, e numa dessas aventuras fomos jogar numa fazenda perto de Amparo ( nessa época era normal, pois os times eram muito bons) O seu Zico nos transportou em seu caminhão , no meio do caminho o caminhão quebrou...andamos mais de  8  kilometros a pé , pra encarar o time da Boa Vereda, depois dessa caminhada ainda jogamos ,  nesse dia que ficou na minha lembrança, nossa escalação foi interessante: Léo no gol ,  Dicão e Gustão  no meio da zaga , volante o Zé Olaria , numa lateral o Wadizinho ,na outra o Robertinho , na frente : Ditinho, Garcindinho , Pelézinho , Fernandinho e Carlinhos , parece até rima de música, o jogo nós perdemos de 2 ou 3 a 1 não me lembro, mas o fato ficou gravado na minha memória...     

O Campeão do Campo do Padre

Fui um dia assistir o “Estrelinha” jogar no Campo do Padre , era um torneio de futebol, o local  ficava onde mais tarde abriram uma concessionária da Wolks a “Copeauto” , e hoje está situado o prédio Santa Izabel . Domingo cedo todo mundo foi à missa das seis , rezar pra ficar campeão , mas na hora da consagração ,quando o Padre levanta o cálice , teve um jogador que perguntou :   A taça de campeão é aquela ?    Mas Deus perdoou sua pergunta, e o “Estrelinha” jogando com Jair , Nadir, Lelé , Marião, Ti Marineli , Lai , Bueno, Pedrinho , Toninho Viaro, e outros que pela minha pouca idade na época , não me lembro agora , e também comigo de torcedor oficial pra dar sorte , acabou ficando campeão., e a festa foi lá no campinho perto de casa , em cima da ponte e embaixo do

A  Rua do Meio 

Eu tenho grandes amigos em Pedreira que se fosse  descrevê-los  precisaria de uma infinidade de páginas de um livro imaginário que nunca poderia ser editado , por isso presto algumas homenagens a vários deles em nome de todos os outros que óbviamente   sabem quem são. Desde meu tempo de adolescente ali na Vila São José , mais precisamente na  “Rua do Meio” era esse o nome que dávamos a rua Adriano Corsi ,quando morava lá, eu trabalhava na Porcelana Santa Rosa e formava nossos times de molecada ,tanto na fábrica como ali na rua mesmo ,existia nesse tempo grandes craques , meninos ainda mas com uma habilidade extrema. Um desse meninos que eu gostava de ver jogar pela sua categoria de bater na bola e sua visão de jogo , era meu amigo “Luís”, ele jogava nos times da rua e mais tarde passou a desfilar no quadro principal da Santa Rosa .Nessa época o Santos Futebol Clube tinha um meia muito bom que tinha vindo do Juventus, e como esse meu amigo se assemelhava muito tanto no visual como na maneira de bater na bola ,então  passamos a chamá-lo pelo apelido do jogador  muito famoso na época .Algumas de suas façanhas como jogador de futebol nessa época, muito de nossos amigos da  Santa Rosa e de vários outros times em que ele jogou se recordam muito bem. Pra quem viveu essa fase maravilhosa de nosso povo vai se lembrar da pessoa que estou  falando , tanto pelo jogador de futebol que era , como  pela  pessoa que sempre foi e sempre será . Esse rapaz que dá um duro danado em sua padaria até os dias de hoje , merece ser lembrado por todos nós como mais um cidadão prata da casa , que viveu conosco parte da nossa história e que muito agradeço por ser meu amigo . Muito Obrigado “Brecha”

O Campo da Ingatuba

Nessa fazenda que fica situada na saída pra Souzas, eu e muitos amigos da época passamos bons momentos com as partidas de futebol e com os torneios que era realizados em seu campo que ficava ao lado do rio. Quando morava na Praia íamos a pé jogar bola lá e em muitos fins de semana tanto o Estrelinha como o Paulistinha , sempre disputavam suas partidas nesse campo. O time da fazenda era muito bom no gol jogava o Aderval , jogava ainda o Ditão da Roseira , o Carlos e seus irmãos , mais tarde também o Cirandinha, o Nino , o Ademirzinho , o Divarzinho no meio campo e mais outros bons jogadores que formavam um bom time de futebol na época , tudo isso com a supervisão do “Seo” Joanim, faziam sempre boas partidas nesse local , que funcionava nessa época como uma praça de esportes alternativa da cidade de Pedreira. Quando o I Campeonato Interno da Cerâmica Santana começou a ser realizado no ano de 1974 ,todas as partidas foram disputadas lá , exceto a final que foi no Estádio do Santa Sofia.

O Campo da Santana

Na metade da década de 70 foi construído e inaugurado o Estádio Florindão , que ficava localizado no meio do morro da Vila Monte Alegre ,ali eram disputados torneios ,campeonatos e muitas boas  partidas de futebol da cidade . O local funcionava como uma verdadeira Praça de Esportes onde tanto os associados do Gremio e funcionários da Cerâmica Santana como o povo em geral da cidade desfrutavam da praça esportiva. Esportes como :futebol,malha,bocha , etc... faziam a alegria de todo pessoal e d seus filhos também ,porque existia no local um bem montado Parque Infantil com muitos brinquedos pra meninada da época ,que o pessoal da Vila Monte Alegre e seus filhos usavam também  como uma área de lazer da época e gostavam muito tanto pela alegria como pela segurança do local ,além da prática esportiva muitas festas sociais da época eram realizadas neste campo ,como a festa do Dia das Crianças ,Festa de Natal ,etc... Durante quase toda década de 70 e uma boa parte de 80 um dos principais lazerses do lado de cá da ciade era o campo da Santana ,eu e meus amigos jogamos muita bola nesse lugar e temos muitas boas lembranças desse tempo feliz. No início dos anos 80 começamos então a funcionar a discoteque do Clube ,primeiro Grêmio depoi ADC Santana ,funcionava as sextas e domingos sempre com um ótimo público presente nos eventos. Mas o campo da Santana foi como um marco pra geração 70/80 ,não só da Cerâmica e da Vila  , mas praticamente marcou a cidade toda .


 



Escrito por Ditinho às 13h36
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O Campo da Fazenda Triunfo

 Desde antes de a gente vir ao mundo meu avô “Sebastião Pereira” e nossa família mudaram da região de “Duas Pontes” pra Fazenda Triunfo ,  só mais tarde é que desceram para o centro da cidade , primeiro na Vila Santo Antonio ,depois na rua Quinze ,voltando outra vez para o Macedo já nos anos 60 ,então desde que me conheço por gente é que freqüentei a Fazenda Triunfo. Quando éramos todos meninos na “Praia” já vínhamos jogar bola no campo do triunfo , mas depois que mudamos pra Vila Monet Alegre , todo dia estávamos na Fazenda, mas não era tão simples assim , tinha que ter um motivo pra entrar na colônia e o campo era um deles , quando tinha jogo todo mundo podia entrar e se deliciar com as maravilhas da fazenda : o Tancão e a Cachoeira que ficavam localizados onde hoje fica o Center Louças , o campo que era mais ou menos onde hoje está o Jardim Emília ,um pouco pra lá do Bar do Pinhé ,antes de chegar no campo e um pouco mais ao lado dele , ficavam as casas dos colonos da fazenda , e claro que eles e suas famílias tinham acesso a todos os lugares da fazenda, mas se não fosse parente ou amigo de alguém da fazenda era muito difícil entrar la´. O time do Comercial era assim que se chamava o time  da casa ,era muito respeitado também por outros times da cidade , a Vila Monte Alegre por exemplo teve sua raiz no E.C.Triunfo , no Comercial , no Marabá e em outros bons times que se formaram na antiga Fazenda Triunfo. Dos anos 70 em diante depois que a fazenda foi vendida ,em poucos anos formaram-se grandes vilas residenciais como :Triunfo 78 ,Triunfo 79 , Vale Verde , Jardim Marajoara , Jardim Ypê , Jardim Emília , Rainha da Paz , Kobaiashi , Primavera e outros bairros nessa região onde antigamente eu jogava bola no campo de futebol, nadava no Tancão admirava a beleza natural da Cachoeira ,ia buscar manga no Retiro etc... Tudo isso deu lugar a uma das regiões mais populosas da cidade de Pedreira nos dias de hoje.

O Nadir Figueiredo

 Nas décadas de 60/70 e 80 um outro bairro que eu curtia muito era o Nadir Figueiredo , gostava de ver seu time jogar , eles tinham uns jogadores bem preparados física e técnicamente e toda vez que jogavam era show de bola, com todos seus atletas sendo residentes na cidade de Pedreira , os campeonatos que disputavam sempre chegavam as finais ficando campeão algumas vezes na cidade. Nos finais de semana ainda tinha os seus tradicionais bailinhos para a juventude da época , primeiro com bandas depois transformando em discoteca, eu freqüentei muitas vezes a boatinha do Nadir Figueiredo , inclusive toquei algumas noites lá no tempo das discoteques, e era muito saudável o intercâmbio que faziam com o pessoal , que também tinha que ter um motivo pra entrar  no bairro, como nós sempre tivemos parentes e amigos morando e trabalhando na fábrica , então ficava mais fácil o acesso pelo local. Anos mais tarde com a desativação da Cerâmica ,muitos moradores mudaram-se para  o Jardim São Nilo , conjunto habitacional construído ao lado do bairro. Mas o “Moranguim” apelido usado para o bairro na época foi um importante pólo de desenvolvimento para a cidade de Pedreira.

 O Campo do Corinthians

Nos anos 60 no centro de Pedreira existia o campo do Corinthians de Pedreira ele ficava situado entre as ruas Antonio Pedro e Siqueira Campos ,ali era disputadas grandes partidas de futebol , tanto de equipes locais como de outras cidades ,sem falar do derby :Corinthians /Santa Sofia (Fiação) que jogavam uma vez no campo do Santa Sofia ,outra no campo do Corinthians, e a emoção era grande  pra todos os amantes do esporte na cidade toda.Do lado da rua Antonio Pedro ficava o muro do campo , mas do outro lado tinha umas mangueiras que ficava mais ou menos no fundo das casas da rua Santa Sofia , e assim como lá na Praia tinha o time do Ingazeiro (Estrelinha) , aí se formou então o time da Mangueira ,que mais tarde cedeu vários jogadores para o Corintinha e também para o Santa Sofia.  Nos anos 50 a sede do Corinthians ficava naquele prédio onde hoje se situa uma praça ao lado da Caixa Estadual /Banco do Brasil, ali mesmo na Antonio Pedro . Mas os corintianos da época precisavam de algo maior,então em um terreno doado aos associados do clube em frente o Jardim Público, foi construído em forma de mutirão , com ajuda dos industriais e a população da cidade, o Corinthians novo inaugurado durante a década de 60 , pra diversão e lazer não só de seus associados , como de toda população da cidade e que foi levado como lazer público durante as décadas de  60/70 e 80 , e que foi transformado em Câmara Municipal no início dos anos 90 . Mas valeu pelos anos de alegria e divertimento que serviu não só para os corintianos de Pedreira e região como para uma geração inteira da nossa cidade.

 O Campeonato Interno do Grêmio Santana

O campeonato interno que existia nos anos 70 na Cerâmica Santana havia sido criado pelos próprios associados do Grêmio Esportivo com o objetivo de proporcionar  algum lazer e também pela prática do esporte favorito pela maioria , já que nesses campeonatos todos participavam , sem discriminação de idade ou de categoria esportiva. No principio os jogos eram disputados no campo da Fazenda Ingatuba todo fim de semana o pessoal enchia o caminhão de jogadores e torcedores , e íamos pra lá, jogando ou torcendo todos se divertiam , os jogos eram disputados jogando todos contra todos , um por um , e no final quem tivesse mais pontos ganhos seria o campeão, cada secção da fábrica era um time. Por exemplo o time da Oficina era o Miguel , o Parizato ,o Gildo , o Ademir e outros jogadores somente dessa secção, no time do Escritório jogavam , Galli , Zé Manzato, Pedrinho e outros bons jogadores da época , no ano de 1974 , como eu trabalhava na Cimentação , jogando nesse time chegamos a final , que foi disputada no dia 28 de julho de 1974 no Estádio Dr Sylvio de Aguiar Maya , contra o time da Calibração , os dois quadros jogavam muito , mesmo porque vários titulares do time principal do Grêmio Santana jogavam ali.O campeão nesse dia foi o time da Cimentação que venceu o jogo por 3 a 0 , recebemos a taça ali mesmo no campo do Santa Sofia , mas a festa foi de todos já que a confraternização dos amigos era a coisa mais bonita que poderia ter acontecido dentro da fábrica então a vitória foi de todos. Nos anos que seguiram esses torneios ficaram ainda mais emocionantes , outros times ficaram campeões , até o os anos 80 ainda existiam esses jogos, mas eu falei desse ano pois ele foi o começo de tudo , e muitos títulos que o time do Grêmio ,mais tarde ADC ,conquistou teve como base esses campeonatos , servindo como força para a própria diretoria seguir adiante com o quadro principal do ADC Santana.

 

 

 



Escrito por Ditinho às 13h36
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 O Estádio Municipal

No final dos anos 60 e início dos anos 70 , como não existia mais o Campo do Brigadeiro e nem o Campo do Corinthians , que apesar de serem clubes , era uma espécie de campo do povão , e  então para se praticar o futebol em Pedreira ficaram só os Estádios  de clubes particulares , onde o acesso da população comum era difícil , as vezes jogávamos, mas era complicado. Existia também os campos das fazendas ao redor da cidade , mas para jogar lá tinha que ser em torneios ou contra os times da própria fazenda ,ou então tentar esperar uma data vaga o que também não era fácil. Nesse tempo a Vila Monte Alegre  já brigava pra construir seu próprio campo e mesmo quando no meio da década de 70  foi construído o “Florindão” no meio do morro da Vila ,apesar do pessoal da “Popular” fazer uso desse bom estádio , ele na verdade era pra uso dos associados do Grêmio Esportivo Santana. Então quando começaram a aterrar as barrocas que existiam ali na imediações da Resdil, como o pessoal da Vila ficava cobrando seu campo,talvez até com boa intenção, passaram a dizer que o campo da Vila seria lá. Mas a gente se contentava em ir treinar na terra mesmo sem grama , no local onde mais tarde se transformou no Estádio Municipal ,pra uso de todo e qualquer pedreirense que fizesse bom uso de uma verdadeira Praça de Esportes para toda cidade de Pedreira.

Fim de Semana  - Anos 70 - Pedreira – SP

Na década de 70 a cidade de Pedreira tinha como lazer principal a pracinha em frente a Igreja Matriz , e funcionava da seguinte maneira : as meninas davam voltas em círculos , enquanto os rapazes circulavam em sentido contrário ,ou ficavam parados olhando , a animação era feita pelo “Serviço de Alto Falante Santana” o estúdio do padre , onde hoje está a rádio Boa Nova FM , se você gostasse de uma música , ia até lá dava seu nome ou oferecia pra alguém , e a demanda era tanta que muitas músicas ficavam para o dia ou a semana seguinte. O Cine Alvorada na época um dos cinemas mais freqüentados em toda a região exibia só filmes de grande bilheteria onde todo fim de semana praticamente lotava as duas sessões , uma começava 19:00h  e  a segunda 21:00h . Nós tínhamos o privilégio de estar com um dos cinemas mais avançados do país em nosso tempo. O pessoal ficava na praça em frente o cinema e a Igreja Matriz  até por volta de nove e meia ou dez horas da noite ,depois subiam para o jardim em frente o “Coronel” onde novamente davam voltas dessa vez ao redor da “Fonte Luminosa”  ,muitos casais de namorados ficavam namorando sentados nos bancos mais reservados do jardim,outras pessoas sentavam no murinho em frente o “Vermelhinho”,ou em frente o “Corintinha” , aos sábados uma parte curtia a discoteque do Vermelhinho outra o Corintinha e ainda outra parte  ficava até um pouco mais tarde no jardim depois iam pra suas casas. Aos domingos a rotina era a mesma só que não tinha discoteque , então todo mundo ia pra casa mais cedo. Nesse tempo eu morava na “Praia” aos sábados entrava no Vermelhinho depois ia pro Corintinha , tinha muitos amigos nos dois clubes , então pra mim não era problema , mas a história não era bem assim , quem freqüentava um clube não entrava no outro e vice -versa, como eu estava nos dois lugares até hoje não entendi essa diferença,pra mim era tudo igual , mas o importante é que os dois lugares estavam sempre lotados,e o respeito era mútuo entre eles. Quando chegava o domingo eu sempre ficava até mais tarde no jardim da Fonte Luminosa conversando com meus amigos,mas o pessoal daqui debaixo geralmente ia embora mais cedo , e eu subia  para o Jardim Andrade , com um pessoal que eu conhecia por lá , na volta já era madrugada atravessava a cidade toda a pé, já que eu morava  perto da Fábrica Santa Rosa ,muitas vezes não encontrava ninguém no  caminho , mas pra um menino de pouco mais de dezesseis anos ,(obs : sem drogas , sem álcool , ao vivo e a cores) que teria que pegar as cinco da manhã  na Cerâmica Santana na segunda – feira , isso era a coragem de um pedreirense nato ...

Um Gol  pra ficar na História de Pedreira     

No final dos anos 60 eu trabalhava na Porcelana Santa Rosa , convidei então meu amigo Terrão pra montarmos um time da fábrica , conseguimos até um bom quadro , mas as dificuldades eram tantas que tivemos que dar um tempo, mais tarde o pessoal da Santa Rosa conseguiram fazer um time muito bom , mas eu já não estava mais lá , mesmo assim eu cheguei a torcer muito pra meus amigos e quase toda vez que eles jogavam eu acompanhava.Um dos meus amigos da Santa Rosa era o Carlão Gritti , sempre que jogava me convidava pra assisti-lo , e foi numa partida pelo campeonato da cidade que  pude vê-lo em ação. Jogaram essa tarde no campo do Santa Sofia :   Santa Terezinha X União Corcovado (Beco).  O time da Santa Terezinha era muito bom , jogavam : Sucê , Chiquitão , Cartucho , Laércio , Zé Grazia, Carlinhos Henrique , Celso , Délio e outros craques da época da cidade , por outro lado o “Beco” não ficava atrás , Zé Ferraresso , Nelsinho , Becão , Dema , Ypê , Tião Urutu , Padeiro , Paulão do Beco , Esquerdinha  e de centroavante jogou nesse dia Carlão Gritti , eu estava lá pra ver o bom futebol que essas duas equipes sempre mostravam quando se enfrentavam , e também pra conferir se meu amigo “Carlão” jogava o que o pessoal dizia . No primeiro tempo o time da Santa Terezinha , jogava muito , e numa tarde feliz de seu ataque , virou o primeiro tempo com 2 X 0 a seu favor com dois golaços do ponta esquerda  Délio o “Cabra” que comemorava com  piruetas seus gols , na saída para os vestiários eu disse pro “Carlão” - Cadê os gols ? Ele me olhou com aquela cara e falou – Não acabou ainda, fica aí você vai ver... Começou o segundo tempo apesar do adversário ser muito forte, o técnico Alemão  fez alguma mudança tática no seu time, que o “Beco” voltou com outra cara , e começou a dominar a partida , o meio de campo do Beco jogava muito , e num lançamento do meia Padeiro o Carlão fez o gol , mas vou descrever como foi a jogada: O Padeiro estava perto da lateral esquerda de seu campo, perto da grande área , êle deu um lançamento pra meia direita na grande área adversária, e entre os zagueiros como um raio apareceu o Carlão sem deixar a bola cair , acertou uma virada de primeira , logo  depois o próprio fazia  mais um de cabeça empatando a partida . Na segunda-feira eu o encontrei e ele me disse :- E então Pereirinha ,  ficou lá até o fim do jogo? Eu respondi : -  Fiquei , mas com aquela bola que rolaram pra você, eu também fazia...  Êle não gostou muito não , mas eu saí de fininho.... Hoje passado quase 40 anos eu fico tentando achar um gol mais bonito, apesar de ter visto centenas de gols de placa , igual aquele, só quem estava lá viu e pode confirmar o que estou falando   Eu não te disse aquele dia , mas o lançamento foi de 60 jardas , e você não deixou a bola tocar no chão , se tivesse naquele tempo gol do Fantástico , certamente esse gol ficaria passando durante dias.... Eu também não te disse naquele dia , mais um gol daquele , Tinha que entrar na minha história e também na memória esportiva da nossa cidade. Dedicado a memória do meu amigo “Carlão Gritti”

 Uma partida de futebol à noite em Pedreira

Pedreira nos anos 70 ainda não tinha um estádio de futebol que possuísse refletores, os jogos eram realizados e tinham que terminar antes de escurecer, foi nessa época que foram instalados os refletores do Estádio Dr. Sylvio de Aguiar Maya. Foi contatado o time da A.A. Ponte Preta de Campinas , pra fazer a inauguração, jogando com  o quadro “A”  do time da casa , na preliminar jogaram o juvenil local , contra um  combinado da V.M.A.,  os "Irmãos Armentano" , que , com alguns reforços deram algum trabalho ao esquadrão adversário.  Logo no começo da partida o time da casa fazia o primeiro gol através do meia "Zétão", mas os meninos da Vila,  numa jogada do nosso ataque , empatava a partida ainda no primeiro tempo,  no segundo tempo a gente virava a partida ,  e aos 40 e poucos minutos numa arrancada pela esquerda deixamos nosso querido João Socorro, (João do Gás) na cara do gol com o goleiro batido , e ele mandou pra fora..... O jogo terminou 2x1 pro time dos Armentanos , e na partida principal o time da casa perdeu pra Ponte Preta de 3x0.  


   

 

 



Escrito por Ditinho às 13h35
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O Cine Alvorada  1973  O Filme    O Corte

No ano de 1973  eu trabalhava com meu amigo João  da Vila Monte Alegre , ajudava operar as máquinas de projeção do cinema de Pedreira. Num sábado à noite estava passando um filme nacional de grande bilheteria na época, as 1200 cadeiras do cinema estavam tomadas pelo público , era a primeira sessão ,  o João resolve dar uma saída da cabine e me disse :  Eu já volto. E o rolo do filme foi passando , nesse tempo os filmes eram em partes, cada parte tinha um rolo de fita , geralmente 5 ou 6 ; quando terminava uma eu desligava uma , e êle ligava a outra , acontece que já estava terminando e o João não chegava, até que acabou a fita ! Desliguei a máquina , acendi as luzes e fiquei escutando 1200 pessoas gritarem uh uh uh ! Nesse momento entra o João correndo na cabine e  me diz :  Apaga a luz! e já ligou a outra máquina atrás dêle entra na cabine o Dionísio Azevedo , junto com uns rapazes e umas moças , é que êles estavam filmando em Pedreira e vieram ao cinema ver o filme que estava passando , êle me olhou e disse : Sempre acontece isso aqui?  eu respondi :   Não é culpa minha, foi o João que me deixou aqui sózinho. Todo mundo caiu na risada , eu fiquei irritado com o deboche , saí da cabine e só voltei quando êles tinham ido embora, foi aí que meu amigo me explicou o porque das risadas , o Dionísio estava falando do ... público !!!!!

  Santana Clube  A Febre dos anos 80 em Pedreira

Num dia qualquer do ano de 1978 fui convidado pra um baile de formatura de uma escola da cidade , a festa foi realizada no Salão Social do Esporte Clube Corinthians de Pedreira em uma sexta – feira, nesse tempo as baladas na região só viravam aos sábados  e alguns domingos , então pra ficar na boa com meus amigos que estudavam na escola ,comprei  o convite e na noite da festa eu estava lá meio desconfiado por ser sexta – feira , achei que teria pouca gente , quando entrei aquilo estava lotado até as mesinhas do reservado , e o DJ da noite além dos hits internacionais do momento , ele tocava muita coisa nacional ,Giberto Gil , Rita Lee , Roupa Nova , Guilherme Arantes , difícil era tocar tanta música brasileira  em uma discoteque nesse tempo ,fiquei deslumbrado, ficava imaginando em fazer umas noites dançante na cidade na noite de sexta – feira , essa idéia ficou batendo na minha cabeça até o começo da década de 80 , quando então em comum acordo com a diretoria do Grêmio Esportivo Santana , e com muita gente dizendo que não ia dar certo , criamos as noite de sexta -  feira em Pedreira, era o Santana Clube com a sonorização da equipe Dici Somque fazia a região mudar de direção a partir dessas noites. No ano de 1981 fizemos alguma coisa mas foi meio devagar , já no ano de 1982 começamos com tudo , e baseado nas melhores músicas internacionais do momento ,e também por causa daquela noite de formatura no Corinthinha , eu tocava muito sucesso nacional , mesmo porque foi quando começou a estourar as bandas brasileiras dos anos 80que estão aí até hoje. A discoteque no Clube da Santana durou até o ano de 1985 e é muito difícil lembrar de uma sexta ou um domingo que tivesse pouco movimento , nesse mesmo ano a equipe  Dici Som  desceu pro centro da cidade no Esporte Clube Corinthians , onde ficamos até meados de 1990 , futuramente estaremos relatando fatos curioso que aconteceram nas  noites da Santaninha e do Corintinha nos anos 80 na cidade de Pedreira

Os Anos 70 / 80 by Ditinho

Na década de 70 o mundo inteiro sofreu transformações,influências de outros mundos , ou do nosso próprio criador, a terra teve mudanças radicais em quase todos os segmentos, na política , na saúde , na moda , na tecnologia , na música ... enfim, nessa década o mundo começou a sentir que podia... as coisas boas foram se consolidando , e talvez se nós agíssemos de maneira mais solidária , talvez hoje o mundo  poderia ser mais previsível...e apesar da nossa geração ter sido privilegiada com tantas mudanças boas ,eu acho que  nossa vida no planeta ,poderia ter tomado outro rumo. Como isso não foi possível, agora nos resta recordar, e tentar passar pra gerações futuras , o que óbviamente aprendemos com nossos contemporaneos de gerações passadas.

O Teatro na Vila

Nos anos 70 nós da Vila Monte Alegre formamos o grupo de jovens da Vila , participávamos de quase todo evento cultural e encontros que aconteciam em nossa região ,ganhamos vários troféus com nosso compositor Toninho da Vila e também com o compositor  da época Valter Franco , enfrentamos grandes paradas  e eram destacados muitos jovens promissores da nossa querida Vila Monte Alegre. No ano de 1981 quando esses encontros na região começaram a ficar mais espaçados, pra que nossa juventude desfrutasse de algo diferente pra se ocupar nesse tempo,resolvemos montar uma peça de teatro nas dependências do Centro Comunitário da Vila .A peça foi adaptada por nós mesmos e o tema era “Se Jesus nascesse nos dias de hoje”, com a participação de praticamente a Vila inteira , a peça foi ensaiada e encenada pela comunidade jovem da Vila Monte Alegre  de Pedreira na época . O sucesso foi tanto que pouco tempo depois tivemos que escrever outra peça , desta vez o tema foi “Superstar” uma homenagem a todas as mães da Vila,de Pedreira e do Brasil. Como nosso pessoal já estava afinado com a primeira peça ,tiramos de letra a segunda . Foi tão emocionante quanto a primeira, e o sucesso foi tanto, que recebemos em caráter de agradecimento pelo evento desenvolvido pelo grupo de jovens uma menção honrosa, diretamente da Diretora da COHAB Bandeirante na época Dona Ana , no decorrer dessa edição estaremos contando em detalhes das peças e dos encontros que o grupo de jovens V.M.A. participava nesse tempo levando o nome de Pedreira a novos horizontes.

 Meu irmão Casé e a ordem da minha mãe

No começo da década de 80 meus irmãos trabalhavam em uma  Decalcomania  da cidade , o Netinho e o João Carlos trabalhavam nas máquinas de imprimir decalques. O outro irmão mais novo  “Casé” precisava trabalhar , apesar de seus 11 ou 12 anos,nesse tempo podia , então minha mãe o matriculou  à noite e mandou  arranjar um serviço durante o dia . Sempre que chegava em casa e era cobrado dizia : Ninguém quer eu pra trabalhar, mas minha mãe pedia  pra então ir ajudar o Netinho seu irmão lá na  Decalcomania . Um dia êle levantou cedo e foi junto com nosso irmão , chegando lá no serviço o patrão falou : O que você está fazendo aqui muleque ? ao que o Casé respondeu : Vim ajudar meu irmão , minha mãe mandou , e o patrão retrucou : Sua mãe não manda nada aqui rapaz , mas o Casé discutiu : Eu não vou voltar pra casa sem ajudar meu irmão , senão minha mãe vai achar ruim, e diante da situação o patrão disse : Tá bom então , pode ficar de ajudante pra seu irmão. Assim o Casé começou a trabalhar na Decalcomania  “na marra” , e o pior , gostaram tanto que pediram seus documentos e o registraram . Tempos depois o Netinho precisava sair da firma, ia  trabalhar fora da cidade , então o Casé chegou em casa preocupado e disse pra mãe : O  Tião (Netinho) não pode sair  de lá , senão eu vou ajudar quem ? E a gente achava engraçado .  O Netinho saiu e o Casé ficou no seu lugar , mas o desemprego passou  bem  longe dêle ... e eu não esqueci esse episódio.

 A Gravação da Fita Cassete

Nos anos 70 funcionava em Pedreira o Serviço de Alto Falante Santana  (muito famoso na época) , em seu “estúdio” que ficava ao lado da Igreja Matriz (hoje Boa Nova FM) ,os locutores e sonoplastas comandavam a alegria e descontração na pracinha  em frente a Igreja , enquanto a gente passeava.Eles tocavam músicas que o pessoal ofereciam para as garotas e rapazes que freqüentavam a praça.Um dia um amigo que trabalhava lá, me disse que havia possibilidade de gravar aquelas músicas em fita cassete,fui então falar com ele e ficou acertado que quando ele voltasse da escola em que estudava em Amparo,faríamos a gravação. Eu e meu amigo “Crispim” ficamos esperando em frente a Matriz ,numa segunda-feira até que nosso amigo chegou por volta das 11 horas da noite , e fomos escolher as músicas , selecionamos as melhores e a gravação ficou ótima , demoramos mais ou menos umas duas horas e terminamos  quase uma da manhã. No fim de semana seguinte quando  encontramos , meu amigo me disse : – Você não sabe o problema que deu aquela gravação ? Eu perguntei porque , então ele me contou que enquanto escolhíamos as músicas dentro do estúdio na hora da gravação,  ele tinha esquecido de desligar o som externo que ficava na praça , isto quer dizer que numa segunda-feira depois das onze horas da noite , ao vizinhos ficaram assustados com o som do Sistema de Alto Falante Santana , animando a praça deserta até a madrugada de uma terça – feira na década de 70 no centro de Pedreira.

 

 



Escrito por Ditinho às 13h35
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 A Festa de Santana  e a FIP

Desde muito pequeno eu me lembro que quando chegava o tempo de festa de Santana, meu pai me levava pra passear no parque de diversões que todo ano vinha pra Pedreira, a festa era sempre realizada em frente a Matriz, mas no final da década de 60  com a desativação do campo do Corinthians, que ficava bem no centro da cidade entre as ruas: Siqueira Campos e Antonio Pedro, a festa nesse ano foi realizada nesse espaço, as barracas foram montadas no meio do campo, e fizeram uma rua pra dividir os espaços(hoje Rua Waldemar Cartarozzi) de um lado ficavam as barracas da festa e de outro no prédio que foi construído pra ser Rodoviária, depois virou PPA, fizeram neste ano a “FIP”. Ali aconteceram grande shows e eventos, além da amostra da nossa porcelana pra todo mundo, e eu sempre estava pelo local. Numa noite de domingo lá do lado de dentro da  feira, funcionava uma barraca que tinha uma mulher que se transformava em macaco, a Telma. A entrada da FIP ficava onde hoje tem uma loja de calçados, e a saída onde hoje existe um semáforo, com o portão virado pro lado da rua Antonio Pedro ,a barraca da   Mulher-Gorila  ficava perto do portão de entrada ,comprei o ingresso e entrei assistir o show ,fiquei olhando aquela moça bonita se transformando em macaco e achava muito engraçado , até que de repente o locutor que falava o tempo todo ,começou a dizer que se ela quebrasse aquelas barras de ferro que a cercavam poderia ser fatal pra todo mundo ,mas não tinha perigo não , aquelas barras eram de ferro puro ... dali a pouco ela quebrou as grades e veio pra cima do público presente, e eu estava lá... Meu Deus !!! Que tragédia, fiquei apavorado saí numa corrida só sem olhar pra trás quase levei o portão de saída da feira no peito , ninguém me segurava , eu queria na verdade me esconder da mulher- gorila , atravessei a ponte do Balão da Cobra correndo, cheguei em casa perto da fábrica Santa Rosa ofegante , mas estava salvo daquele monstro...foi aí que parei pra pensar no acontecido , que vergonha! Fiquei uma semana sem sair de casa até meus amigos esquecerem o fato. Mas a FIP e a Festa de Santana continuou nesse ano ali mesmo no antigo Campo do Corinthians  no centro da cidade de Pedreira.

 O Time do Quinze de Novembro “ Os Feios”

 Estava sentado no bar do Cláudio na Praia no começo dos anos 70,conversando com uns amigos num domingo depois do almoço , quando chega o Norinho com seu irmão Waldemar, convidando pra gente jogar no time do XV de Novembro em Jaguariúna , eles tinham marcado um jogo lá ,e estava faltando dois ou três jogadores, então convidei o Wadizinho e o Pelézinho , e fomos ajudar nossos amigos do Bar do Palito . Chegando no campo num bairro famoso de Jaguariúna , não tinha onde por mais gente , estava superlotado , carros de Polícia de Campinas dando reforço , eu fiquei espantado com tanta gente e perguntei pro beque central deles , se o campo sempre ficava cheio daquele jeito , ao que êle me disse : Sabe o que  acontece ? No último jogo aqui saiu uma briga e mataram três pessoas !!! E desde então ninguém queria mais jogar aqui , essa torcida veio pra ver quem é que teve coragem de enfrentar nosso time !!! Então caiu a ficha , claro os cobaias eram nós , se não acontecesse nada o local estava liberado , perdemos de 2X0 levei chute na cara e pedia desculpas , xingavam minha mãe eu fingia que não ouvia , joguei outras vêzes pro time dos “Feios” o Quinze de Novembro , mas êsse jogo ficou na história ....  

  O Gol de Honra 

No começo dos anos 70 mudamos para Vila Monte Alegre,eu já tinha amigos na Vila e também sempre jogava no time,mas essa partida foi a estréia oficial,em Monte Alegre do Sul contra a poderosa equipe da cidade o ECMAS,nosso time era só molecada mas sempre dava trabalho ao adversário. Quando o jogo começou nós estávamos dominando,mas aos 20 minutos o juiz arrumou um pênalti,e quando o jogador bateu o Ranulfo  nosso goleiro defendeu!Todos corremos abraçá-lo.Deixamos a bola com o adversário e ele fez o gol,foi uma decepção,a nossa moral caiu,na saída atrasamos a bola e ela foi para escanteio,o cara bateu e fez um gol olímpico,nós sem experiência nenhuma deixamos nos abater e o primeiro tempo virou  4 X 0,no segundo tempo voltamos bem mas não teve jeito foi 5,6,7,8... Quando estava 8 a 0 bateram o centro para mim,peguei a bola e sai driblando todo mundo sozinho,cheguei na cara do goleiro coloquei no canto e Golllllllllllllll,saí vibrando como se fosse o gol da vitória e eles tiraram uma com minha cara... Mas o jogo terminou 11 a 1,essa foi minha estréia na Vila Monte  Alegre com eu mesmo fazendo o gol de honra,para nunca mais esquecer!

Passado e Presente     Nosso Gerador de Energia

No ano de 1982 meu amigo  Manzato me convidou pra gente fazer à sonorização do ensaio da Escola de Samba Passado e Presente , na Vila São José no parquinho onde hoje se localiza uma escola. Quase toda noite fazíamos o pessoal da Praia escutar durante algumas horas o refrão : Caramuru , Caramuru ... (Valter Franco).E no dia do desfile montamos o caminhão de som , pra descer a Antônio Pedro  foi sensacional ,o povão cantou e aplaudiu de pé nossa escola, eu fui em cima do caminhão de som e  pedia pro pessoal andar depressa , porque nosso gerador poderia não agüentar muito tempo , chegando em frente o palanque a bateria ficou fazendo evolução enquanto a escola passava , e eu com o coração na mão estava  torcendo pra passar logo pois o gerador esquentava , esquentava... eu colocava a mão em cima até queimava ! Quando o locutor pediu pra a escola  deixar a avenida, eu me senti aliviado , mas quando o caminhão chegou perto do Eskinão ,o gerador deu um estouro e levantou fumaça pra todo lado , nessas alturas eu já estava relaxado e ria muito , meus amigos que estavam por perto perguntavam – É o efeito ? Eu respondi – Claro ! É comemoração... Não ganhamos o carnaval ,mas eu me senti tão vitorioso que até hoje quando me lembro dessa noite , dá um friozinho na barriga , e fico imaginando : - Já pensou se fosse na frente do palanque ?

Meu Tio Gervásio Sapateiro

Quem vive na cidade de Pedreira á pelo menos 30 anos , já viu ou teve o prazer de conversar com inúmeros moradores ilustres , sim com pessoas comuns mas ícones , como referencia do próprio povo. Alguns andavam pelas ruas , outros ficavam em suas casas mas todos nós sabíamos que eram gente de bem , uns cantavam na FIP ,outros brincavam com a gente na rua sem maldade nenhuma. Uma dessas pessoas que já virou folclore pela sua maneira autêntica de ser com todos  moradores de nossa querida Pedreira , é meu tio “Gervásio Sapateiro”.Essa pessoa representa hoje uma boa parte de nossa população que quero prestar essa pequena homenagem. Nos anos 50 e 60 já tocava sua viola com os amigos : Gritinho , Generoso , Toninho Bassan e outros tantos artistas pedreirenes de sua época e que alguns se encontram entre nós como o Compadre Generoso da Rádio Difusora de Amparo , e o próprio tio Gervásio está aí na luta como um dos sapateiros mais antigos não só de nossa cidade, mas de toda Região Metropolitana de Campinas.Ele juntamente com seu parceiro e amigo Toninho Bassan foram uma das primeiras duplas de nossa cidade a se apresentarem em uma rádio , sempre acompanhados de outros amigos da época , Barbosa e  Barbosinha , Machado e Machadinho , e outros que pela minha pouca idade na época não me lembro agora, mas também participavam da vida artística de Pedreira em seu tempo. Meu tio Gervásio jogou no campo do Brigadeiro , no campo do Corinthians , no campo do Triunfo então nem se fala , nos anos 50 meus avós moravam ao lado do campo,trabalhou na antiga Sapataria do Geremias ,onde cultiva boas amizades até hoje  pela sua autenticidade e sua maneira simples de ser . Ele mora lá na “Floriano Peixoto” , sobe todo dia falar com seus amigos do Bar do Bazéio , atravessa a cidade inteira , na maioria das vezes empurrando sua bicicleta e conversando com toda pessoa que encontra pelo caminho. Por isso hoje presto essa homenagem a muitas pessoas de nossa cidade (algumas já não se encontram entre nós), mas que ajudaram á construir a cidade que nós vivemos hoje, e merecem todo nosso respeito ,  como essa que faço  para meu querido tio : Gervásio Sapateiro

 A Noite da Herva Doce

Na época da discoteque no clube da Santana quase sempre a gente fazia noites especiais, nessas noites sorteávamos muitos brindes aos presentes tais como : discos ,camisetas ,walkmans etc.. e toda noite especial tinha um nome por exemplo :A Noite das Galáxias ,onde adecorçao era os efeitos espaciais que a gente usava  e com as melhores músicas do momento quem comparecia corria o risco de levar pra casa um disco do momento ou uma camisa DiCi Som também muito apreciada na época,A Noite da Maçã todo mundo na entrada ganhava uma maçã de fruta que o pessoal degustava no meio da balada ,A Noite dos Reis , só tocava Beatles ,Elvis e Roberto a noite inteira , A Noite do Rock , claro só rolava rock do bom a noite inteira. Num belo dia resolvemos fazer : A Noite da Herva Doce , nossa !  quando falei dessa noite meu pessoal ficaram com o pé atrás : - O que você vai dar de brinde essa noite? Vê lá hein!!! Eu pedia pra eles confiarem que tudo daria certo. Divulgamos pra cidade e região que seria uma super noite e na sexta – feira da festa o dia começou chovendo muito , mas a tardinha a chuva deu uma trégua , então convoquei o pessoal que colaborava conosco ,fomos ali pertp do Clube mesmo no morro da Vila ,onde tinha uma plantação de herva – doce cortamos muitos galhos e decoramos o clube todo sem gastar nada ,era galho de herva –doce em cima das mesas , galhos de herva nos pilares , muitos deles jogados pelo chão e apesar da chuva que não parava na noite toda ,o clube ficou lotado pois muita gente queria ir na Noite da Herva Doce, no clube inteiro ficou aquele cheiro de herva – doce o pessoal comia os galhos com wisk ,com menta , com guaraná e outras bebidas a noite inteira , mas todo mundo curtiu demais A Noite da Herva Doce no ano de 1983 no Clube da Santana na cidade de Pedreira SP .


 

 



Escrito por Ditinho às 13h34
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 Um amigo bom de briga

Quando eu tinha dezoito anos de idade morava na Vila Monte Alegre e jogava futebol em um campinho que existia onde hoje se situa o Clube do Vale Verde e adjacências , como na época eu era muito habilidoso com a bola no pé , eu sempre saía machucado porque o pessoal batia muito , mas eu sempre achava graça e quando eles ficavam irritados , eu jogava a bola no meio das “canetas” deles e saía rindo depois de levar alguns pontapés por trás . Um belo dia resolvi bater também , e quando um colega me aplicou um drible dei uma voadora com os dois pés no peito dele e o joguei de costas . Nossa ! fiquei com medo então ; pensei que partiria pra cima de mim furioso,  mas pelo contrário olhou pra todo mundo e disse : - Comigo é assim mesmo se não for na pancada ninguém me segura , pode bater ! Desse dia em diante toda vez que a gente jogava ele  dizia antes de começar a partida : - Se não levar umas pancadas , não jogo nada !!! Então seja feita a vontade dele,apanhava o jogo todo e ficava  feliz , nós sentíamos muito , mas não se podia fazer nada , tinha que fazer a vontade de nosso adversário , mesmo que isso ferisse nosso princípio de vida , mas quem queria o castigo era ele ,  nos dias de hoje quando eu o encontro pelas ruas da cidade , ele me diz : Mas como era gostoso apanhar por uma boa causa , eu pergunto :- Boa causa ? ele responde :- Claro ! Meu ego ficava alimentado!!!!

Um Amigo Show de Bola

Nesses meus anos de permanência no espaço físico da cidade de Pedreira,  já joguei muita bola e assisti muitos bons jogos em vários campos da cidade.Entre eles : O campo do Nadir Figueiredo , com seu time praticamente invencível na década de 70 , o campo do Monte Nilo (Bicudo) , ali perto com seus torneios emocionantes que aconteciam lá , o campo da  Ingatuba , na saída pra  Souzas , que sempre teve um bom time de futebol com os bons jogadores que existiam na época na fazenda, o campo do Triunfo ,onde quando era menino não saía de lá , me lembro bem do “Comercial” , do Esporte Clube Triunfo , com pessoas incansáveis levando sempre pra frente os bons jogadores que a fazenda possuía na época , e fazendo também grandes torneios e boas partidas nas décadas de ouro do futebol do interior da cidade de Pedreira . Mas , nesse capítulo quero falar de um dos amigos que muito me impressionava pela sua maneira de ser e seu jeito especial de jogar futebol ,dono de uma habilidade fora do comum ,ele era um craque show (no pebolim  então, campeão sempre!) , eu gostava de vê – lo em ação jogando bola , era fantástico , com seu toque refinado quando tocava na bola  ela obedecia , seu domínio e habilidade era algo incomum , fazia embaixadas , aplicava chapéus e dribles desconcertantes em quem tentasse marcá - lo , na verdade era um show à parte nas partidas que jogava. Mas apesar de toda essa habilidade só o vi jogar em dois times: Vera Cruz e União Corcovado (Beco). Colecionador e amante da boa música do Brasil , chegou a ter em seu poder coleções como : Raul Seixas , Duduca e Dalvan , e mais uma infinidade de cantores que apreciava  , além de torcedor do River e do Boca ; quando a dupla Milionário e José Rico se apresentaram em um show na cidade  , no auge de suas carreiras , fizeram questão de ir até sua casa dar um abraço no amigo e fã da dupla , pra sua satisfação pessoal e de seus amigos .Quem conhece o povo de Pedreira sabe de quem estou falando ,  é do meu amigo de longa data : “Pareia” ,que jogando pelo time do ‘Beco” numa cidade do interior de Minas Gerais ,aos 20 minutos do primeiro tempo ele bateu uma falta com tanta precisão que quando a bola chocou – se contra a trave , ela caiu , isso mesmo o “Pareia” derrubou a trave com um chute , e o Roque , o Alemão e mais os jogadores do “Beco’ que estavam lá na época , lembram desse fato até hoje. E é por isso também que aproveito a oportunidade que tenho nessas humildes linhas de agradecer em nome de muitos  amigos da cidade , sua trajetória que muito bem representou e representa , o real povo da cidade de Pedreira .

  Muito Obrigado    “Pareia”      Um Amigo Show de Bola !

 O Brasinha da Vila

Durante os anos 70 muitos times se formaram na Vila Monte Alegre além do time principal e o segundão . Um deles foi o Brasinha que era considerado o Juvenil da Vila , formado  com  jovens que moravam aqui e com outros amigos que não moravam na Vila mas , viviam praticamente mais na Vila Monte Alegre ,do que em outro lugar da cidade. Daí vieram bons jogadores tanto para o time principal , como pra outros times de Pedreira e região. Uma das formações do Brasinha era essa  da foto tirada em 1978 , no Estádio Municipal . Qual torcedor  ou jogador da Vila Monte Alegre , não se lembra do toque clássico na bola do  menino “Pemba” , ou da raça e a  coragem do garoto de sempre “Fernandinho” , ou ainda do esforço do nosso conselheiro amigo “Dorival”, que ajudava os meninos da vila a manter o time jogando na época.  O Brasinha teve e sempre terá o mesmo respeito que o time  principal da Vila teve, e tem até hoje.  Muito Obrigado...  Brasinha....  O Juvenil da Vila de Sempre

A Inspiração da Vila

No começo dos anos 70 a Vila Monte Alegre  era quase que somente famílias formadas  recentemente, então ali existia muitos jovens que se sentiam praticamente como irmãos. O time da Vila começou com alguns garotos que não sabiam nem calçar as chuteiras  certo,mas perdendo aqui , empatando ali , difícil  mesmo era ganhar alguma coisa , mais por falta de experiência do que por falta de técnica. Nosso técnico e idealizador era o “Buião”que acompanhado de seus colaboradores ,(não vou citar nomes pra não cometer a injustiça de esquecer alguém) mas são todos meus amigos e sabem de quem estou falando,lutavam pra manter a Vila em pé mas estava difícil. Foi quando eu comecei a jogar na Vila , devido algumas desavenças entre nós que começou aparecer, o “Buião” entregou o cargo, mas a Vila continuou, arrumamos alguns reforços,mas como nosso time era muito jovem a experiência fazia falta . Com a inauguração do Estádio Municipal em 1976, o time da Vila passou a ser atração na cidade, mesmo porque Pedreira nunca tinha visto torcida organizada e a nossa era.Aos domingos muita gente ia ao campo mais pra ver a torcida ,do que pra assistir o jogo. Mas nosso time apesar de toda força que a torcida dava , ainda era fraco nunca chegava lá... Mas o orgulho e o brio de ser Vila até a fim, não morria nunca e continuamos brigando até a chegada dos anos 80, aí  trocamos de lugar na mesa , passamos pro lado de lá. Mas nesse meio tempo ainda tem a história dos Armentanos, do Pingão e do Sekabar que foi o golpe final no futebol pedreirense .

 A Inspiração da Vila II

Com a saída do técnico Buião da Vila alguns jogadores não se sentiram bem apesar de terem o coração amarrado no time, resolveram respirar outros ares .Nessa época eu trabalhava na Santana com  o Marquinho Armentano ele me dizia que tinha seis irmãos e um cunhado que formavam um time de futebol de salão, foi então que me convidei pra jogar no time deles já que a gente era como irmãos também , completei vamos convidar mais uns amigos e a gente forma um time de futebol de campo.Convidamos alguns jogadores que jogavam no time do Buião  pra completar o quadro e acabamos por fazer um bom time.Jogamos grandes partidas ,como aquela que conto em outro capítulo desse mesmo livro.Mas nós queríamos mais e um dia conversando com o Buião ele me disse que estava pensando em montar outro time da Vila mesmo, disse então pra ele que nós devíamos achar um nome pro time , falou então que já tinha um e era “Pingão”. Topei na hora ! É um bom nome concordei então...Assim formamos o Pingão um time de amigos mas com jogadores muito bons que jogariam em qualquer equipe da época em Pedreira , entre eles : Alcindo , Palhinha , Luís Armentano , Marcio , Waldemar (Saponga),Manjar , eu e mais outros craques amigos nossos de Pedreira que não moravam na Vila Monte Alegre mas davam uma força pra nós também. Mas nosso time apesar de ter bons jogadores tinha um defeito fatal , não ganhava de ninguém , mas valia pelas risadas que a gente dava e o prazer de estar ao lado dos amigos já valia tudo... Mas não estava bom , aprecisava de algo mais e um dia sentado no Bar do Zelão conversando com o Zé Araújo , Manjar , Vitamina , Patão , Urubu , Wilson e mais alguns amigos resolvemos fundar outro time dissidente da Vila , mas não poderia chamar Vila, que nome então dar ao time ? Como estávamos no bar do Zélão iria chamar então “SekaBar do Zélão”, só que aí a história foi diferente, um time que era só pra nos divertirmos , acabou ficando competitivo e no primeiro campeonato que participou ,ficou campeão e super campeão no mesmo ano e mesmo campeonato , coisas da Vila , coisas de Pedreira. Daí pra frente parece que tiramos a “zica” da Vila e durante os anos 80 o time conquistou muitas vezes o campeonato da cidadee alguns torneios regionais também , mas daqui pra frente outros amigos meus contarão a história do time da Vila Monte Alegre , Eu continuo como DJ anos 80...


 

 



Escrito por Ditinho às 13h34
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 O Lugar Em Que Vivemos                   

Eu sempre passeio pela cidade com meus filhos ou com um primo nosso que nasceu aqui, mas foi criado em São Caetano do Sul, depois que se aposentou voltou pra cá e a gente dá uma força pra ele . Quando eu encontro com alguns amigos meus pela cidade ficamos conversando um pouco , mas a pessoa que está comigo , que tanto pode ser um dos meus filhos ou o próprio primo,ficam me apressando pra ir embora logo,então eu digo – Espere mais um pouquinho! Eles acabam ficando impacientes , aí tenho que explicar : Essas pessoas que estou conversando,são pessoas que conheço no mínimo há trinta anos , e não são transeuntes normais andando pelas  ruas . Elas com seu esforço e dedicação ajudaram a construir as coisas boas que nós desfrutamos hoje , então quando paro pra falar com elas , na verdade estou revivendo a memória da nossa cidade. Precisamos respeitá – las e ajudar no que for preciso , e  se alguém não respeita nosso povo e nossa cidade , existem muitos lugares pra se viver no mundo, mas aqui em Pedreira precisa ficar quem ama Pedreira e sua gente , senão todos estaremos perdidos!

 Meu Amigo Locutor

No ano de 2005 eu trabalhava na empresa GFSOM e sempre fazia técnica em muitos eventos.No carnaval desse ano fizemos o som numa cidade turística da região . O palco foi montado no meio da avenida principal em frente a Igreja Matriz da cidade, a animação foi feita por um DJ, no meio da noite entrava no palco um grupo de axé pra animar a galera ,eu ficava como técnico de mesa de palco e diretor geral  ,pois nosso empresário estava em outra cidade.Na primeira noite o grupo que viria de outra cidade  foi informado pelo nosso empresário que procurassem pelo Ditinho que ele resolveria tudo, o pessoal chegou um pouco tarde, a festa já tinha começado,e eu indiquei o local que eles ficariam e trocariam de roupas. Por volta da uma da manhã subiram ao palco, as moças e os rapazes dançavam o axé , e um deles fazia a animação no microfone, o público estimado era de 8 a 10 mil pessoas. No intervalo da música agradecia ao povo da cidade e especialmente ao Ditinho, no fundo do palco do meu lado estavam as autoridades locais , e o novo secretário de turismo não se conformava e  dizia que era pra falar o nome do prefeito, como não dava pra entrar no meio do show , eu fazia sinais que era pra falar do homem , mas ele não entendia e continuava falando do seu amigo Ditinho , claro que todo mundo gritava , mas ninguém sabia quem era porque eu não era dali, e foi assim a noite inteira. No outro dia o secretário contratou um locutor de uma cidade vizinha, que ficou o resto das noites de carnaval falando o nome dele e do prefeito, e eu continuei no meu insignificante lugar atrás de uma mesa de som no carnaval de 2004 numa bela e saudável cidade do C.A.P.

Zé Ramalho O Primeiro Disco

No ano de 1982 fazíamos a sonorização no clube da Santana em Pedreira e um de meus amigos tinha por apelido Branca de Neve,ele morava em São Paulo e de vez em quando vinha pra Pedreira passear na casa de parentes. Um dia chegou pra mim e disse que o  cantor que eu gostava tanto teria levado seu disco na discoteque em que trabalhava na época (Toco),e esse mesmo disco foi levado na rádio Globo , como ninguém tocou , ele me traria de presente . Nesse tempo (até hoje) eu era fã incondicional do cantor “Zé Ramalho”, já tinha comprado o segundo disco do Zé, e não conseguia achar o primeiro em lugar nenhum pra comprar, então eu pensei :- Só me faltava ser o disco “Avohai” que ele tem lá... Passado uns três meses mais ou menos , o “Branca” me aparece um dia em casa com o disco nas mãos : - Aqui está nem aberto foi , é presente pra você. Não acreditei mas era verdade era o primeiro disco do Zé Ramalho lacrado ,e quando abri realmente era amostra invendável , do disco número 1 do artista brasileiro, não muito conhecido na época,depois consegui comprar outros discos vinil do Zé (todos) mas o disco primeiro foi conseguido graças a amizade , e a benevolência de meu particular amigo :   “Branca de Neve”  

 Falando as Paredes  no  Meio do Rock

No ano de 1987 eu comandava a equipe de som do Corinthians de Pedreira , nosso clube era freqüentado por um pessoal que gostava de dançar discoteque ,mas depois da uma da manhã a turma do rock tomavam conta do salão , eram meus amigos de Pedreira que gostavam de rock , mas vinham também meus conhecidos de Amparo , Campinas , etc... vinham trajados á caráter ,com cabelos longos, pesadas correntes , braceletes e tudo mais que o rockeiro curtia,mas eram boas pessoas nos respeitavam. Numa noite estava tocando música lenta todo mundo dançava coladinho (geralmente depois das lentas entravam os rocks) então coloquei a música “Falando as Paredes” do Chitãzinho e Chororó (nessa época se tocasse música sertaneja depois das seis da manhã ou antes das seis da tarde em qualquer lugar era vaiado) imaginem então uma sertaneja em uma discoteque , e ainda por cima recheada de rockeiros , a gritaria foi geral : - Você está louco ? Tocar um som desse aqui? Mas deixei rodar inteirinha e os rockeiros respeitaram numa boa , isso no ano de 1987 , acho que fui um dos primeiros DJs do Brasil a tocar uma música sertaneja numa discoteque ,  o que hoje é tão comum foi uma  ousadia gigante pra época. Ainda hoje muita gente me pergunta em tom irônico : Você gosta de música sertaneja ? Ao que respondo em tom mais irônico ainda : -Nos anos 80 quando muita gente tinha vergonha de tocar sertaneja,eu já trabalhava de técnico de banda sertaneja, o que também muita gente não sabia que existia na época.

As Rádios e os grupos dos anos 80

Na década de 80 eu era um maníaco por rádio ouvia  toda programação de quase toda rádio FM que nosso dial sintonizava. Eu sabia que durante a madrugada tinha poucos comerciais , então eu ficava gravando a programação inteira da Rádio Educadora , da  Rádio Independência 93.3 ( hoje Lazer) , da Cultura (CBN) e da Antena 1 (Nova), no  outro dia escolhia as melhores e editava no deck cassete pra tocar no clube , e não era só isso, nós íamos praticamente toda semana pra Campinas buscar os discos dos hits do Brasil e no mundo.Uma vez estava em Santos vi um grupo tocar ,gostei tanto que queria comprar seu disco , mas não achava de jeito nenhum , o pessoal das lojas diziam que  nunca tinham ouvido falar, em São Paulo também era difícil , mas o grupo era muito bom , o nome era “Titãs”, só consegui comprar quando a música Sonífera Ilha saiu em compacto simples , outra banda que eu procurava e ninguém conhecia era o “Legião Urbana”,e mesmo depois que eles fizeram sucesso , dependendo da música que tocasse o pessoal curtia pouco, mas depois mais tarde nos anos 90  , os grupos dos anos 80 brasileiros estouraram muito mais do que quando eles estavam no auge de suas carreiras, talvez nem eles sabiam disso , com nós estávamos em muitos lugares, e  podíamos comprovar que isso era verdade.

 Kid Abelha e os Abóboras Selvagens

Estava na cabine de som do ADC Santana no início dos anos 80 quando uma menina minha amiga , que trabalhava na casa de uma grãfina em São Paulo ,teria passado uns dias no Rio de Janeiro, e  disse que um grupo estava estourado por lá e ela também disse o nome,  nunca tinha ouvido falar , mas como  estava antenado em tudo que acontecia nesse tempo , passei o nome do grupo para o meu amigo “Pedro Herrera”, que imediatamente encomendou com seu fornecedor , mas já na outra sexta-feira ela chegou com o compacto simples de um estranho grupo (Kid Abelha e os Abóboras Selvagens), quando toquei “Pintura Íntima” o salão simplesmente virou de cabeça pra baixo todo mundo gostou , o resto a gente já sabe...sucesso nacional em todo país. Mas foi assim que uma amizade sincera , me fez tocar pra Pedreira em primeira mão um dos maiores sucessos do Brasil dos anos 80 (e até hoje).

 

 

 



Escrito por Ditinho às 13h33
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A Lambreta do Meu Pai

No começo dos anos 70 meu pai comprou uma lambreta 64 e então ficamos  motorizados, eu não sabia dirigir e tinha vontade de aprender . Num sábado depois do almoço (nesse tempo nós trabalhávamos na Cerâmica Santana  aos sábados até 11:15 hrs) ele resolveu me ensinar , fomos  até a “Usina Baita” e ficamos conversando com nossos amigos da Fazenda Ingatuba , da Quitandinha e da região adjacentes , passeamos também na casa do nosso pessoal lá na “Usina”. Na volta pra casa ficou acertado que eu viria dirigindo, ele me explicou como ligava , deu uma orientação de como pilotar a “máquina” , montou na garupa e rumamos pra cidade. Até que não foi difícil , na saída da “Usina” tinha uma cerca com uma porteira grande e um portãozinho menor ao lado , como estava aberto o portão pequeno , passei tranquilamente por ele , vinha dirigindo todo feliz quando de repente , olhei na garupa e não vi meu pai , fiquei desesperado , achei que ele tinha caído , essa estrada nesse tempo era barranco dos dois lados , eu queria então parar a lambreta mas pisava no freio e ela ameaçava “morrer” , eu então continuava acelerando e não achava como virar ,não sabia o que fazer pra parar aquilo! Imaginando que tivesse acontecido alguma coisa , dei uma freada brusca o motor desligou , joguei - a pro lado da estrada , e voltei correndo , foi quando avistei meu pai muito bravo e xingando , perguntei então o que tinha acontecido , ele me disse : - Você está louco rapaz? A lambreta passou no portão , eu não! 

O Lado Di Ka

Minha vida sempre foi marcada por frases que ficaram por muito tempo na minha memória e uma delas é essa : Eu moro do lado de cá .Quando era menino morava na Vila São José , e sempre dizia que a gente vivia do lado de cá da Praia , do lado de cá da ponte , do lado de cá do rio e também do lado de cá da cidade de Pedreira .Ainda adolescente comecei trabalhar na Cerâmica Santana e meus amigos me ironizavam em tom de brincadeira o fato de dizer que morava do lado de cá. Mas quando mudamos pra Vila Monte Alegre , aí eles faziam chacotas comigo dizendo que agora eu morava do lado de lá ! Então como não gostava de perder , dizia :- Não, não,é agora que eu moro pro lado de cá , porque  no lado de cá será formada uma nova cidade ! E eles zombavam mais ainda dizendo :- Nessa Vila nem força elétrica tem , as ruas todas cheia de buracos , que cidade será essa ? E eu então pra não dar o braço a torcer retrucava :- Logo muita gente vai morar pro lado de cá ! Aí então a gozação era geral , e eu tinha que me calar. No final dos anos 80 eu voltei a morar do lado de lá , mas do “Lado de cá” já estava formada uma outra nova cidade .

  Nascido em Pedreira  SP

Desde quando uma pessoa nasce fisicamente para o mundo terreno,inicia – se uma história em torno do espaço fisico  que ela ocupa, portanto todo ser humano vivo na terra tem sua história , alguns até antes de nascer , outros depois que nascem . Por uma escolha própria entre os anjos celestes , foi designado que meu espírito incorporasse meu corpo físico no dia 12 de maio de 1955, na rua Luís Pedro de Godoy Moreira  - Vila Santo Antonio , ao lado do “Jibimba” antiga sede do time do Brigadeiro. Esse time de futebol foi muito respeitado em sua época em toda nossa região e durante a edição desse livro falaremos de algumas glórias desse esquadrão pedreirense . Também contaremos algumas  histórias do Cine Alvorada hoje Teatro Municipal , onde trabalhei algum tempo nos anos 70, falaremos também do E. C. Corinthians de Pedreira prédio onde hoje se encontra a Câmara Municipal, e que trabalhei também na década de 80 , descreveremos também algumas histórias da FIP que era realizada no local onde hoje se encontra instalado a Central de Saúde de Pedreira , do Estádio Municipal , da Vila São José e do Parque Bela Vista , da Santana , da Vila Monte Alegre e de outros lugares da cidade por onde passei grande parte da vida, trabalhando , passeando , me divertindo ou ajudando no que fosse possível , nossos irmãos e amigos da terra da porcelana. Tudo isso retratado em pormenores de uma história real em torno de uma pessoa comum que foi nascida e criada numa cidade do interior do Estado de São Paulo, chamada Pedreira.

Original ?  Why ?

Nascido na cidade de  Pedreira SP , Vila Santo Antonio ,cresceu na Vila São José e na Vila Monte Alegre, estudou no Grupo Escolar Coronel João Pedro e Arnaldo Rossi , foi batizado e fez a primeira comunhão na Igreja Matriz Santana de Pedreira onde posteriormente veio a contrair matrimônio, trabalhou  vendendo sorvetes , vendeu doces na rua , amendoim  no campo de futebol da cidade, cantava no Programa de Calouros do Corinthians ,  frequentava a pracinha em frente a Matriz , curtia o Jardim do centro da cidade, trabalhou na sapataria do Danilo , Porcelana Santa Rosa ,  Santana , atuou como diretor de som  nos anos 80 no Clube do ADC Santana e no  S. C. Corinthians de Pedreira, trabalhou nos anos 70  na discoteque do Centro Comunitário da Vila Monte Alegre, onde ajudou a encenar diversas peças de teatro, junto dos amigos da Vila, foi torcedor do Estrelinha na Prainha onde jogou , mais tarde jogou também  no Paulistinha ,esteve junto na fundação do time do Pingão, na Vila Monte Alegre , onde depois veio a se transformar em Sekabar , nos anos 70 desceu o morro da Vila com o bloco de carnaval , que acabou dando origem  aos carnavais dos anos 80 , em 78 e 79  saiu na escola de samba do Grêmio Santana  “AZULÃO 78”,foi o DJ oficial e residente da discoteca do clube da Santana nos anos 80 e também no Corintinha no final dos anos 70 e durante toda a década de 80. Jogou nos  times de sua época na cidade , Estrelinha , Paulistinha , Vila Monte Alegre , Santa Rosa , Santana , 15 de novembro , Beco , Pingão e Sekabar , onde ajudou a fundar junto com seus amigos. No final dos  anos 80 passou a trabalhar também como técnico  de bandas , onde atuou em diversos grupos da região , na cidade trabalhou com praticamente quase toda banda ou dupla que se formava na sua época , fez parte da equipe STTAF SOM , foi contratado da GFSOM da cidade de Amparo em diversos eventos , tais como Festival de Inverno de  Amparo de 2001( o primeiro) , Festa do Morango de Monte Alegre, em várias edições, rodeios em Bragança ,  Socorro , etc...diversos carnavais : Serra Negra ,  Águas de Lindóia , Morungaba , etc... Trabalhou em  Jaguariuna  desde 1982 como técnico de TV e Som , na  Eletronica   Jaguar, até 2008. E ainda hoje presta assistência em diversas oficinas especializadas no ramo , e atende como , Original DJ de época anos 70/80 ,e também como produtor de eventos de bandas de rock na região .

  O Delegado

No ano de 1990 eu fiz um contrato com um amigo pra sonorizar e fazer as baladas, em uma casa que ele tinha aberto ali na Av. Sylvio Maya perto da fábrica São José. Segundo o que me dizia era que não teria problemas com a vizinhança , nem com a Prefeitura pois tinha providenciado o Alvará. Mas as reclamações começaram por causa do barulho, e os vizinhos pediam pra abaixar o som . Nós tentávamos , mas era difícil . Numa sexta-feira que antecedia o carnaval ,estava marcado pra começar a festa 9 horas da noite. Quando começamos a tocar , logo que a casa encheu ,fui falar pro meu amigo que ficava no caixa do bar,que não deixaria o som alto ,porque os vizinhos teriam me avisado que chamariam a polícia. Ele então ficou uma fera,dizia que tinha Alvará , e poderia vir quem fosse que ele calaria a boca da pessoa. Eu ainda alertei que por ser carnaval o Delegado poderia dar batidas durante a noite . Aí então ficou mais bravo ainda,e dizia : - Se ele aparecer aqui falo umas verdades pra ele , deixa comigo! Eu fazia tudo pra deixar o volume baixo , mas como tinha muita gente no local , não dava pra fazer nada. Por volta das onze horas da noite , adentra o recinto o Delegado com dois ou três agentes , e se dirigiu ao meu amigo que estava no caixa do bar , eu fiquei só observando , e vi quando ele falou com o Doutor e apontava pra mim. O homem me chamou pra perto dele e me disse : Escuta aqui rapaz ,você está louco deixar o som numa altura dessas ? Eu ainda tentei retrucar : Mas não está tão alto ! Ele disse então em voz alta : Eu moro aqui perto rapaz, e não consigo dormir  com esse barulho. Fiquei quietinho e corri abaixar o volume ,mas antes de sair , escutei meu amigo dizer :- Não falei pra você Dito , que era pra deixar o som baixo , e olhando pro delegado disse : É doutor eu estou sempre falando o mais não adianta nada !!!





                               

 



Escrito por Ditinho às 13h33
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